close
logorovivo2

OS PARASITAS DO PODER – Por Valdemir Caldas

OS PARASITAS DO PODER – Por Valdemir Caldas

DA REDAÇÃO

24 de Fevereiro de 2009 às 17:10

OS PARASITAS DO PODER – Por Valdemir Caldas

FOTO: (Divulgação)

 
 
 
 
Apanhado com a mão na cumbuca do dinheiro público, o ministro da Justiça espanhola, Mariano Fernandez, não resistiu às pressões e pediu demissão do governo.
 
Essa é uma das diferenças marcantes entre autoridades e de lá e de cá. Há cerca de cinco anos, um influente político europeu, acusado de corrupção, preferiu meter uma bala na cabeça a ter que se submeter à execração pública.
 
No Brasil, tornou-se comum admitir que, se o semelhante comete um crime, ao invés de merecer castigo, deve ele ser imitado ou endeusado.
 
Somente assim, pode ser compreendido o hábito de imaginar que os criminosos não podem ser punidos, porque os acusadores também os são. Igualmente, parecer haver-se incorporado à ética dos brasileiros a crença de que “se eu não roubar, vem outro e rouba”.
 
Essa conduta nefasta tem justificado o aparecimento de muitas bandalheiras, sobretudo envolvendo recursos públicos. Recentemente, o deputado estadual Ribamar Araújo (PT) teria afirmado, durante entrevista a uma emissora de rádio da capital, que há secretário bandido na administração do prefeito de Porto Velho, Roberto Sobrinho (PT), conforme matéria repercutida no jornal eletrônico RONDONIAOVIVO.
 
Em vez de interpelar, judicialmente, seu companheiro de partido, o prefeito emudeceu. Ficou o dito de Araújo pelo silêncio de Sobrinho. Nem o acusador disse o nome do eventual corrupto, nem o chefe do auxiliar acusado pediu-lhe explicações.
 
Há pouco, a população rondoniense tomou conhecimento de mais uma denúncia escabrosa contra a administração do prefeito Sobrinho. Trata-se da compra de grama para jardinagem a preço possivelmente superfaturado.
 
Por enquanto, o prefeito não disse uma só palavra sobre o assunto. Coube à sua assessoria de imprensa a espinhosa tarefa de tentar desfazer a enrascada. Mas não tem sido nada fácil. É só reparar os comentários dos internautas.
 
A revista Veja desta semana revela como raposas felpudas da política nacional construíram fortunas com o suado dinheiro do contribuinte. Muitos entraram na política arrastando uma cachorra e, hoje, são milionários. Estranhamente, nenhum dos ladravazes que aparecem na reportagem foi parar atrás das grades, ou, então, teve que ressarcir o dinheiro saqueado dos cofres públicos.
 
Não se diga, porém, que isso ocorre apenas na seara política. Não! Os exemplos estão por aí. A crise de caráter que devasta o país tem afetado, também, algumas de nossas instituições, com o enriquecimento fácil sendo aceito, tranqüilamente, por muitas pessoas como filosofia de vida.
 
O uso ilegítimo e impudico dos dinheiros públicos virou algo corriqueiro, onde o luxo e a ostentação constituem a preocupação de certos administradores, políticos e dirigentes da coisa pública, que praticam toda sorte de peculato, malversações e falcatruas, desonrando os cargos.
 

Isso mostra, na prática, como a moral deixou de ser o espírito condutor da ordem social e de como precisamos, cada vez mais, de organismos sólidos, céleres e bem preparados (Judiciário, Ministério Público e Tribunal de Contas), para combaterem, sem trégua, os parasitas que infestam o serviço público, aqui e alhures, corroendo suas entranhas e comprometendo o perfeito andamento da administração.

MAIS NOTÍCIAS

PRIMEIRA PÁGINA
RONDONIAOVIVO TV
DESTAQUES EMPRESARIAIS
PUBLICAÇÕES LEGAIS
COLUNAS