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Governo do Estado e Ministério da Agricultura promovem seminário para recuperar áreas degradadas

Governo do Estado e Ministério da Agricultura promovem seminário para recuperar áreas degradadas

DA REDAÇÃO

2 de Dezembro de 2008 às 15:46

Governo do Estado e Ministério da Agricultura promovem seminário para recuperar áreas degradadas

FOTO: (Divulgação)

 A Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Regularização Fundiária - Seagri, em parceria com o ministério da Agricultura, Ceplac e Emater, realizou na manhã desta terça-feira, no auditório da Ulbra em Ji-Paraná, o 1° Seminário de Recuperação de Áreas Degradadas do Estado de Rondônia. O evento contou com a presença de centenas de agricultores e representantes de entidades, cooperativas e associações rurais do estado.
 
A Seagri decidiu pela realização do seminário devido à situação do solo nas áreas com pastagens e a proibição de desmatar novas áreas de florestas. Sem a correção do solo não é possível a rotação de cultura e diversificação da produção, o que acaba com os nutrientes e favorece a erosão e, conseqüentemente, a degradação do solo.
 
O governador Ivo Cassol participou da solenidade de abertura, quando falou da preocupação com a proibição, por parte do IBAMA, da retirada do calcário da única jazida disponível no estado, em Espigão D’Oeste. O calcário é utilizado para a correção do solo e, com essa medida, o Governo do Estado, que distribui gratuitamente aos pequenos produtores rurais, se viu obrigado a buscar o minério no estado do Mato Grosso por um preço impraticável. “Como é que vamos recuperar as áreas degradadas se não podemos retirar o nosso calcário para fazer a correção do solo. Que política é essa que prejudica 117.000 pequenos produtores rurais?”, disse o governador, alertando os representantes do Ministério da Agricultura presentes ao evento.
 
Outra situação apontada foi a falta de rotação de cultura nas propriedades rurais, o que só é possível com correção, adubação, mecanização e tecnologia nas áreas produtivas. A Seagri e a Emater possuem programas para melhoria da produção, mas sem o calcário, que é o primeiro passo para correção do solo, não é possível alcançar os objetivos. “Se o IBAMA não liberar o nosso calcário o desmatamento com certeza vai aumentar em Rondônia, por que não dá para aumentar a produção sem aumentar a área plantada com o nosso solo do jeito que está”, finalizou Cassol.
 
Durante todo o dia os palestrantes apresentaram painéis, quando falaram sobre temas ligados à recuperação das áreas, explicando e discutindo aumento de renda com manejo de cultura nas pequenas propriedades e mostrando experiências que deram certo em outros estados do país e que podem ser aplicadas em Rondônia.
 
Estiveram presentes ao evento o representante do Ministério da Agricultura, Derli Dossa, que explicou como a crise econômica atual está influenciando na agricultura do país e o que o seu ministério está fazendo para corrigir as políticas agrícolas para evitar futuros e que, segundo ele, deverá durar ainda alguns meses. “Rondônia não deverá enfrentar dificuldades com a crise, pois o algodão, que não é produzido aqui, deverá ter uma grande queda, o produtor de milho poderá ter dificuldades, já os de soja, feijão, café e carne praticamente não enfrentarão problemas”, disse Dossa. Estiveram presentes também o diretor de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo, Sávio José Barros de Mendonça, o diretor do Departamento do Café, Lucas Tadeu Ferreira, o senador Expedito Júnior e os secretários da Agricultura, Carlos Magno, da Casa Civil, Odacir Soares, e das Finanças, José Genaro.
 
Após falar na abertura do evento, o governador e os secretários Odacir Soares e José Genaro viajaram para Brasília, onde participariam do debate na Câmara dos Deputados sobre a reforma tributária, na tarde desta quarta-feira.

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