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Hanseníase: Sesau traz cirurgiões ao estado e alerta para necessidade de identificação da doença

Hanseníase: Sesau traz cirurgiões ao estado e alerta para necessidade de identificação da doença

DA REDAÇÃO

13 de Outubro de 2008 às 17:56

Hanseníase: Sesau traz cirurgiões ao estado e alerta para necessidade de identificação da doença

FOTO: (Divulgação)

A coordenadora estadual do Programa de Controle da Hanseníase, da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa), doutora Carmelita Ribeiro de Oliveira, alertou aos participantes da 4ª Oficina de Reabilitação Física nas Incapacidades na Hanseníase, sobre o alto índice da doença, que coloca o estado de Rondônia em quinto lugar em número de casos entre os estados da Amazônia Legal.
 

A oficina, que prossegue até a próxima sexta-feira, está sendo realizada no Hospital Marcello Cândia, da Comunidade Santa Marcelina, na Capital, e conta com a participação de equipes com profissionais de atendimento e médicos cirurgiões - clínicos e ortopedistas - de municípios como Rolim de Moura, Ariquemes, Vilhena, Castanheiras e Porto Velho, além de equipes visitantes dos estados do Acre, Amazonas, Paraná e Minas Gerais. Durante toda a semana cerca de 40 participantes estarão recebendo aulas teóricas e práticas com realização de cirurgias.

Rondônia é referência nacional nas cirurgias de hanseníase, com profissionais que também são referência nacional e que estarão participando como monitores nesta oficina, como o médico Elifaz Cabral, de Porto Velho. Além dele, está presente a doutora Maria Kátia Gomes, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, os doutores Stela e Jorge Almeida, do Instituto Lauro de Souza Lima, e o consultor Frank Duerksen, cirurgião do Canadá.

 
Hanseníase em Rondônia:
 
O Estado notificou cerca de 1300 casos nos últimos seis anos, mas a coordenadora estadual alerta para a importância de se massificar as informações técnicas para todos os profissionais que atuam diretamente com a população, como os as equipes de Estratégia de Saúde da Família (ESF), para a detecção mais rápida da doença. O maior número de casos se dá, muitas vezes, segundo ela, tardiamente, quando o paciente já apresenta necessidade cirúrgica, pelo desconhecimento dos pacientes na identificação da hanseníase, que poderia receber tratamento e encontrar a cura. Este número se agrava ainda pelo número de casos em crianças menores de 15 anos.
 
 A Amazônia representa 50% do número dos casos nacionais, quando são notificados cerca de 4 mil novos casos. Rondônia também ocupou o quinto lugar nesta faixa etária, com 93 casos no ano passado. Para Carmelita, Rondônia tem indicadores epidemiológicos que expressam a magnitude da doença no Estado. São encontrados a cada ano, uma médica de sete doentes em cada dez mil habitantes.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o controle deve estar na detecção de um caso ou menos em cada dez mil habitantes. “A falta de detecção é o maior perigo, ou seja, as pessoas que têm a doença e muitas vezes nem sabem“, conclui.
 
A hanseníase é uma doença crônica que evolui lentamente, acometendo principalmente a pele e os nervos periféricos, podendo comprometer ainda os olhos, rins e outros órgãos. É de grande importância para a saúde pública, devido ao seu poder de deixar incapacitada a pessoa em faixa etária economicamente ativa. O tratamento é gratuito e feito na rede pública. E tem cura.

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