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Amazonas - Terras na Amazônia são oferecidas pela internet

Amazonas - Terras na Amazônia são oferecidas pela internet

DA REDAÇÃO

10 de Junho de 2008 às 08:08

Amazonas - Terras na Amazônia são oferecidas pela internet

FOTO: (Divulgação)

Corretores brasileiros e estrangeiros anunciam na internet terras na Amazônia a preços milionários. Por US$ 60 o hectare, o italiano Giovanni Caporaso oferece terras em Lábrea (a 702 quilômetros a sudoeste de Manaus), onde há anos grileiros e madeireiros ignoram as leis. De Miami, a corretora brasileira Denise French vende área preservada com praia paradisíaca às margens do rio Negro e tribos indígenas dos séculos 17 e 18 por US$ 99 mil. As informações são da Folha de S.Paulo. O preço da área chamada Seringal, no município de Pauin (a 923 quilômetros a sudoeste de Manaus), é a negociar. Mas, de acordo com o anúncio do site registrado na Ucrânia, é possível encontrar lá ouro, prata, gás natural e petróleo. O escritório de advocacia Wheeler Wolf, em Dakota do Norte, nos EUA, aparece como o responsável pelos termos do contrato, estimado em US$ 3 milhões. - Oferecer terra não é crime. Mas por trás dos sites podem estar estelionatários - afirmou Jorge Pontes, chefe da Interpol no Brasil, que já chefiou o departamento de Repressão a Crimes Ambientais da PF. Vendem-se árvores Um dos sites, administrado pelo italiano Caporaso, oferece muito mais que propriedades na Amazônia. De Roraima ao Rio Grande do Sul, é possível vender e comprar imóveis no Offshore World Brazil. “Disponibilizamos nossa página para as pessoas anunciarem”. Além de terrenos, é possível comprar árvores, para ajudar na preservação. Há ONGs que vendem diferentes espécies da fauna brasileira a preços que variam de US$ 1 a US$ 65,99. Investigada Ana Cristina Conceição Larson, brasileira que vive há mais de nove anos nos EUA, também não vê problema em vender terras, na Amazônia ou em qualquer outro lugar do País. Um inquérito aberto na Superintendência da Polícia Federal (PF) no Amazonas investiga site em seu nome, registrado em Bismarck, na Dakota do Norte (EUA). A brasileira diz desconhecer a investigação e alega que os imóveis que vendia eram regulares. “Nunca aceitei nada que não fosse legal, que não tivesse documentação”.

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