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Amazonas- Ausência do estado é ameaça para Amazônia, diz general

Amazonas- Ausência do estado é ameaça para Amazônia, diz general

DA REDAÇÃO

17 de Abril de 2008 às 08:29

Amazonas- Ausência do estado é ameaça para Amazônia, diz general

FOTO: (Divulgação)

O comandante militar da Amazônia, general Augusto Heleno Ribeiro Pereira, criticou nesta quarta-feira (16) a política indígena brasileira e afirmou que a ausência do estado na Amazônia é hoje uma das maiores ameaças internas da região. Durante o seminário “Brasil, ameaças a sua soberania”, realizado no Clube Militar, no Centro do Rio, o general afirmou que a Amazônia é hoje a hipótese mais viável de atuação do Exército num conflito armado. A ausência do estado permite e incentiva ação das ONGs e agrava a questão indígena. O problema indígena não pode ser compreendido fora dos quadros da sociedade brasileira. Sou totalmente a favor do índio. Não estou na esquerda escocesa que, atrás de um copo de uísque 12 anos na Avenida Atlântica resolve os problemas do Brasil inteiro - afirmou Pereira, para uma platéria de cerca de 600 militares. Provocação à demarcação de reserva Pereira afirmou ainda que a política indígena brasileira precisa ser revista e interessa diretamente as Forças Armadas, por afetar a segurança e soberania nacionais. - Pela primeira vez estamos escutando coisas que nunca aconteceram na História do Brasil. Negócio de índio e não-índio. Então no Bairro da Liberdade, em São Paulo, vai ter japonês e não japonês? Onde é que nós estamos buscando isso? Como um brasileiro não pode entrar numa terra porque a terra é indígena?”, afirmou o general. A provocação se refere à demarcação da reserva indígena Raposa Serra do Sol , onde a discussão sobre a permanência ou retirada de moradores não-índios tem gerado graves conflitos em Roraima. Críticas à declaração da ONU O comandante militar da Amazônia criticou ainda a declaração da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre direitos dos povos indígenas, que destaca a “desmilitarização das terras indígenas para a paz, o progresso e o desenvolvimento econômico e social”. Quer dizer, o entrave somos nós? Não estou inventando nada. Está escrito aí - disse.

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