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São Lucas participa de projetos de pesquisas que recebem apoio do Governo de SP

São Lucas participa de projetos de pesquisas que recebem apoio do Governo de SP

DA REDAÇÃO

30 de Janeiro de 2008 às 15:41

São Lucas participa de projetos de pesquisas que recebem apoio do Governo de SP

FOTO: (Divulgação)

A Faculdade São Lucas, em parceria com a Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), participa de projetos de pesquisas que recebem apoio financeiro do Governo de São Paulo. São dois projetos distintos cuja soma supera R$ 180 mil e têm por objetivos evidenciar a ocorrência de 2 tipos de filarioses nas populações rondonienses: a filariose bancroftiana e a mansonelose. A filariose bancrofiana, cujas formas graves apresentam-se sob a forma de elefantíase (inchaço de membros e genitais), é trasmitida pelo mosquito comum de nome Culex quinquefasciatus e causada pelo verme Wuchereria bancrofti. Esta parasitose já foi identificada em Porto Velho e Guajará Mirim, em 1950, porém todos os portadores eram oriundos de outros estados. Desde então, nada foi feito e atualmente não se sabe se esta parasitose ainda ocorre no estado. O objetivo do projeto é evidenciar a ocorrência e permitir tratar os pacientes antes que evoluam para as formas graves da doença e controlar a doença. A Universidade Federal de Alagoas (UFAL), sob coordenação do Professor Gilberto Fontes, será responsável pela capacitação de pessoal para identificação das filárias no sangue humano e para a verificação da presença do parasita no mosquito transmissor, através da moderna técnica da PCR que detecta traços de material genético do verme. Esta doença ocorre em áreas urbanas e pobres em saneamento ambiental. Serão estudados os bairros do Triângulo, Baixa da União e Candelária. A mansonelose, por sua vez, afeta áreas ribeirinhas e é transmitida pela picada do "pium" ou "borrachudo". No estado do Amazonas, algumas populações têm de 30% e 60% das pessoas infectadas. Não se sabe exatamente se a infecção pelo parasita (Mansonella sp.) causa doença. Alguns relatos referem-se à ocorrência de febre, mal-estar e lesões nos olhos. O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), sob a coordenação do Professor Jansen Medeiros, será responsável pela capacitação de pessoal para identificação das filárias no sangue humano e para a verificação da presença do parasita no mosquito transmissor. Serão estudadas áreas do médio Madeira, Machado e Rio Preto. Na opinião do Professor Luís Marcelo Aranha Camargo, consultor do Departamento de Ciência e Tecnologia (Decit) do Ministério da Saúde e coordenador geral dos 2 projetos, além do saudável envolvimento de alunos e professores em atividades de pesquisa (são 2 doutores, 2 mestres e 8 alunos de iniciação científica) e da parceria multi-institucional, o foco dos projetos é de extremo interesse regional e pode auxiliar na melhora da qualidade de vida da população ribeirinha, urbana e rural de Rondônia. *VEJA TAMBÉM * Alunos da São Lucas participam de treinamento ministrado por professores da USP * Medicina da São Lucas, em parceria com a USP, realiza atividade de extensão universitária em Monte Negro

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