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Amazonas - Inpa concede primeiro licenciamento de patente de Sopa de Piranha

Amazonas - Inpa concede primeiro licenciamento de patente de Sopa de Piranha

DA REDAÇÃO

29 de Setembro de 2007 às 08:02

Amazonas - Inpa concede primeiro licenciamento de patente de Sopa de Piranha

FOTO: (Divulgação)

MANAUS - Acontece hoje (28/09), às 20h, no Dulcila Buffet, a cerimônia de assinatura do primeiro licenciamento de patente do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). Trata-se da sopa de piranha, feita à base de peixe desidratado e considerada afrodisíaca. *O novo detentor legal da tecnologia de preparo da iguaria amazônica - desenvolvida pelo pesquisador Edison Lessi - será a empresa Manausrio – Alimentos Orgânicos LTDA, com sede no Rio de Janeiro. *Como informou a chefe da Divisão de Propriedade Intelectual e Negócios (DPIN) do Inpa, Noélia Falcão, foram quase dois anos de negociações entre as partes para a definição das diretrizes do contrato de concessão de uso do produto. *“Elaboramos o licenciamento de patente sem a prerrogativa da exclusividade. Ou seja, se outra empresa se interessar em adquirir a tecnologia, não haverá qualquer impedimento”, ressalta Falcão. *
Ásia
*A possibilidade de abertura de concorrência nesse mercado ainda é remota. Isso porque a Manausrio deverá direcionar o comércio da sopa de piranha ao mercado internacional, mais especificamente, o asiático. E até o momento, nenhuma empresa local mostrou-se interessada em investir na produção da sopa. “Se houvesse uma concorrência regional, com certeza ganharia aquele que produzisse o produto com o menor custo”, ressalta. *
Parque industrial
*Noélia explicou que a proposta é que seja construído um parque industrial aqui em Manaus que deverá abrigar toda a infra-estrutura e logística necessárias para a produção da sopa. *“Mesmo que o público-alvo da sopa de piranha sejam os asiático, a sua produção em larga escala será realizada aqui. A idéia é gerar emprego e renda para a população da região”, destaca. *
Lucro
*Questionada sobre os ônus de cada com a venda do produto, Noélia revela que o Inpa terá direito a uma porcentagem (ainda não definida) da receita líquida gerada no primeiro mês em que a empresa lucrar. O Instituto também receberá royalties originários da venda da sopa. *“Ainda não temos regras definidas. Estaremos nos reunindo com representantes dos Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs), ligados ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), que nortearão esse processo”, diz Noélia. *Tecnicamente, o dinheiro que entrar no Inpa deverá ser administrado por uma fundação como receita própria. Como orienta a portaria de nº 88 do MCT, do total de recursos adquiridos pelo Instituto ligados à propriedade intelectual, 1/3 tem como destino os inventores da tecnologia, 1/3 vai para a coordenação a qual os inventores estão vinculados e outro 1/3 será remanejado para o setor administrativo do Inpa, que poderá empregá-lo em qualquer área. *
Patentes
*O crescimento nesse área já se tornou evidente. Já somam nove as patentes do Instituto. Noélia espera fechar esse ano com um portfólio formado por 14 produtos prontos para serem oferecidos ao mercado. “O cenário é próprio para motivarmos outros pesquisadores a protegerem e disponibilizarem os resultados de suas pesquisas”, conclui. *
Por que o peixe é melhor?
*A carne de peixe tem 95% de digestibilidade, diferente da carne bovina, 65%, e da soja com 40%, sendo ótima para o consumo de crianças e idosos. Quem afirma isso é o pesquisador Edison Lessi, autor da pesquisa que gerou a produção da sopa de piranha. *Sua carne pode ser separada mecanicamente, por meio de um processo simples e de baixo custo, além de poder ser empregada em escala industrial, gerando emprego e renda para famílias da região e utilizada também como fonte nutricional para crianças que apresentam índice elevado de desnutrição. *Antes de se chegar ao estágio atual da sopa instantânea de piranha, foram feitas várias formulações com o objetivo de atender o mercado industrial, além da merenda escolar e o programa Fome Zero, com o intuito de se obter um produto de qualidade e de sabor apurado. *A sopa foi degustada por provadores não treinados e teve uma grande aceitabilidade. Assim, o desenvolvimento desta tecnologia tende a aumentar o consumo de produtos de pescado, pela sua maior durabilidade e melhor aproveitamento no comércio de gêneros alimentícios, sendo fundamental para a melhor aplicação das riquezas naturais da região amazônica.

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