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BRIGA ENTRE OS PODERES: Rodrigo Maia e Jair Bolsonaro os dois presidentes!

POR VICTORIA ANGELO BACON

25 de Março de 2019 às 14:46

BRIGA ENTRE OS PODERES: Rodrigo Maia e Jair Bolsonaro os dois presidentes!

FOTO: (Pedro Ladeira/Folhapress)

 

É notória que a briga acirrada entre os dois presidentes; o da República e o da Câmara dos Deputados Federais se tornou o gargalo de mais uma crise institucional, num momento crucial para a nossa República que carece de ação e resultado.

 

O início do confronto foi motivado pelo vereador Carlos Bolsonaro, que preferiu calar-se, após o contra-ataque do presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Não se sabe de certo a intenção do nosso presidente Bolsonaro: Ou ele não sabe o que fazer com esse trem chamado Brasil ou realmente ele queira detonar a “velha política” declarando guerra aos “antigos métodos politiqueiros da politicalha” do Congresso.

 

O presidente Bolsonaro precisa do Congresso para aprovar; além da crucial Nova Previdência, outros temas parados, alguns, há mais de duas décadas no Congresso Nacional. Maia acusa o presidente de tentar resolver tudo pelo Twiter. Bolsonaro rebate dizendo que Maia pertence a “velha política” se fingindo de novo.

 

O presidencialismo de coalisão que viu-se perdurar até 31 de dezembro de 2018, transformou-se em ofensa nos bastidores do Poder. Lembra do Lula, de certa forma tentou ser o modelo do “novo” em 2002 no auge de sua popularidade nas eleições presidenciais. Levou a corrida, tentou barrar as oligarquias ainda predominantes no Poder da República, porém, viu e assistiu ser engolido por seu aliado o ex-PMDB, quando viu sua aliada maior, a presidente Dilma Rousseff ser deposta de chefe de Estado e de Governo, claro que era o clamor das ruas também desde os manifestos de Junho de 2013 que levou 5,4 milhões de brasileiros a elas.

 

O líder dispara contra a revolução que inspirou. O presidente Bolsonaro começou assim a disparar com Olavo de Carvalho, o astrólogo, meio filósofo que dá pitacos nas República, direto da Virgínia nos Estados Unidos. Indiciou dois importantes nomes no governo Bolsonaro, os ministros da Educação Ricardo Vélez e das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. Não seria um bom início de trégua, deixando para lá o projeto Olaviano de governar? Isso tudo misturado ao acaso, causa a ingovernabilidade. Olavo parece assistir de camarote tudo isso como se fosse um reality show a modo do livro de George Orwel e seus personagens.

 

O governo está azedando a cada dia devido a interferência dos filhos, a formentação de Olavo de Carvalho e seus pitacos de como fazer governo no Brasil e as discordâncias entre o vice Hamilton Mourão e o próprio presidente que em quase 80% dos 90 dias de governo não se combinaram em falas, retóricas e dialética.

 

O deputado Rodrigo Maia sinalizou na manhã dessa segunda-feira (25), “baixar a temperatura”, após conciliar-se com lideranças do Centrão na Câmara Federal. Aprovar a Reforma da Previdência é de vital para o país, não é um projeto do governo Bolsonaro, alertou um dos deputados que compareceu ao jantar desse domingo na residência do presidente da Câmara. Outros deputados que estiveram presentes ao jantar foram categóricos ao afirmar que não cabe ao presidente da Câmara essa agenda de interlocução com o Congresso, como de costume numa República de presidencialismo de coalisão. Maia descartou retirar a votação que tornaria nulo o Decreto Presidencial da não necessidade de visto para ingressar ao Brasil provenientes dos Estados Unidos, Japão, Canadá e Austrália para não tornar a relação com o Palácio do Planalto mais complicada a que se encontra.

 

Quanto a deixar o Twiter, creio que o deputado Maia tenha dado uma importante orientação ao presidente Bolsonaro. O Twiter é uma ferramenta importante no processo de comunicação e interação, assim como o Facebook, porém o nosso presidente tem uma missão árdua e crucial, alastrada por ingerenciamento e incompetência de seus antecessores. Deixar as Redes Sociais apenas para a Comunicação Institucional é o ideal nesse momento de fogo cruzado na República. Bolsonaro não é mais o Jair.

 

 

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