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Flávio Bolsonaro está sozinho?

POR VICTORIA ANGELO BACON

25 de Janeiro de 2019 às 09:54

 Sob pressão dos militares que assessoram o presidente Jair Bolsonaro, Flávio, seu filho mais velho, que assume uma cadeira no Senado da República no próximo dia 01, cada vez mais se encontra isolado. O vice-presidente General Mourão se tornou o mais ferrenho crítico de Flávio (nos bastidores como um samurai!).

 

Com a viagem do presidente à Europa, afim de participar do Fórum Mundial na Suíça, o general Hamilton Mourão se pronunciou sobre o caso e argumentou a necessidade de apuração rígida e punição se for verificada e comprovada a prática ilícita, sem poupar Flávio por estar senador e filho de um presidente da República.

 

A crise se agravou na última terça-feira, quando veio à tona que Flávio empregou a esposa e a mãe de Adriano Magalhães da Nóbrega, envolvido com as milícias do Rio de Janeiro e, inclusive de liderar um grupo de extermínio na zona oeste da capital fluminense onde atuou como membro do Bope e expulso posteriormente por atos ilícitos e prática criminosa. A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro confirmou o vínculo empregatício da mulher e mãe de Adriano Magalhães com o gabinete do então deputado estadual pelo PSL Flávio Bolsonaro. Em 2005, Adriano recebeu a Medalha Tiradentes na Alerj, por indicação do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).

 

Será difícil não rifar o primogênito do presidente sem atingi-lo, afirmou um general que é ligado aos bastidores do Palácio. Há militares e assessores do presidente que sugeriram ao gabinete de segurança institucional e ao núcleo político, que Flávio não assuma a cadeira de senador para que o debate não tome proporções maiores. Seria uma saída saudável e inteligente, afirmam os militares ligados ao presidente e vice.

 

Um outro grupo de militares e assessores do Planalto disseram que não é saudável a renúncia de Flávio à cadeira do senado, pois demonstraria fraqueza e medo, atingindo o seu pai (que preside uma República). Então há um clima preocupante de desgaste em torno desse tema, atingindo quem não deveria ser atingido, o presidente Jair Bolsonaro.

 

Seria, agora tarde? Eis o questionamento nos corredores dos gabinetes da presidência. Como separar a vinculação do filho ao pai? Como não deixar que a oposição ao governo não use e abuse desse tema para enfraquecer o governo? As Redes Sociais que tão gigantesca e importante se tornou para Bolsonaro (pai) agora é usada para atacar o (filho) com o objetivo de atingir a República? Como serão os próximos capítulos dessa novela? Bolsonaro, o pai parece que começa a abandonar o Bolsonaro (filho) e entregá-lo à sua própria sorte.

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Victoria Angelo Bacon

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