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O início do fim dos tucanos

POR VICTORIA ANGELO BACON

22 de Outubro de 2018 às 16:06

O primeiro turno das eleições mostrou-nos o fim da polarização do PSDB no jogo eleitoral. Durante 25 anos, o PSDB ditou as regras com o PT do segundo turno nas eleições. Na década de 90 os tucanos conheceram o seu auge elegendo a maior bancada no Congresso (senadores e deputados) e influenciando em todas as decisões inclusive no STF. As políticas econômicas de FHC cooperaram e muito para essa polarização.

 

Na década passada mesmo com o desgaste de FHC que não conseguiu eleger seu sucessor José Serra em 2002, o PSDB continuaria a polarizar com o PT as disputas eleitorais, tendo sempre a primeira ou segunda bancada no Congresso. Nas eleições de 2006, 2010 e 2014 o PSDB foi para o segundo turno com Alckmin e Aécio. Mesmo com a popularidade altíssima de Lula em 2006, o PSDB emplacou o segundo turno e vários governadores pelos estados.

 

Em 2018 tudo muda. Com rejeição altíssima, os tucanos amargam sua pior derrota na história. Em todos os estados o PSDB garantia as primeiras cadeiras na Câmara Federal e 25% do senado. O PSDB detinha governadores em todas as regiões do país e em estados importantes como São Paulo e Minas Gerais. Em São Paulo, os tucanos abandonaram Dória do PSDB e em Minas o PSDB desembarcou de Anastasia. 

 

Em Rondônia e Roraima os únicos estados da região norte onde o PSDB disputa o governo, ambos estão afogados aguardando o socorro. Efeito Bolsonaro? Pode ser, ou não. Os candidatos tucanos desses dois estados também apoiam Bolsanaro e o reflexo, em especial de Expedito Júnior é que o eleitorado de Acir, Pimenta e especialmente Maurão de Carvalho (o terceiro mais votado) não migrarão para o candidato tucano. Isso é fato no jogo eleitoral.

 

No caso específico de Expedito Júnior em meu artigo intitulado: PSDB, nunca mais de 20 de setembro de 2018 tratei dos aspectos norteadores que levariam a queda fatal do PSDB no primeiro e respectivamente no segundo turno. Expedito é uma liderança sem sombras de dúvidas. À Expedito consta o fardo de três décadas de história na política rondoniense que nunca se apagarão, porém quais os elementos que tiraram Expedito do protagonismo eleitoral e de uma possível vitória no próximo dia 28? A equipe de marketing, os ambiciosos assessores e seus apoiadores que parecem baionetas da Primeira Grande Guerra. O elemento ataque-devolve surtiu efeito negativo na campanha do 45. Se confirmar sua derrota no próximo dia 28, Expedito Júnior fechará a porteira do PSDB que deixa de ser o grande para ter de se reinventar como o antigo PFL que virou DEM e que virou nada, lembram?

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