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BR-364: O retrato do abandono

POR OSMAR SILVA

13 de Fevereiro de 2019 às 14:22

A rodovia BR-364, que travessa Rondônia do Sul ao Norte, está há muito tempo, abandonada. No momento, além dos buracos consequentes do rigoroso inverno amazônico, temos trechos danificados e cobertos de lâmina d’água, pontes levadas pelos riachos e crateras abertas da noite para o dia, fechando a pista. E tudo isso, pela ausência de um plano e ação rigorosa de manutenção por parte do governo federal.

 

A estrada que é a espinha dorsal de Rondônia, portanto a única via responsável pela entrada e saída terrestre de todas as riquezas que produzimos e compramos, é também, o retrato do descaso da nossa classe política, notadamente, da bancada federal composta de 8 deputados e 3 senadores no Congresso Nacional. O que eles fizeram pela BR-364 em 37 anos de sua existência? Nada.

 

Na verdade, a rodovia responsável pelo nascimento de Rondônia e que hoje oxigena a economia crescente e vigorosa do estado, só existe pelo empenho pessoal do ex-governador Jorge Teixeira que a construiu e a inaugurou em 1982.

 

De lá para cá, nossos representantes políticos só se aproveitaram dela para conquistar votos, mandatos e praticarem sinecuras incapaz de resistir a uma apuração séria sem levar alguém ou muitos para a cadeia.

 

Quem não lembra as reiteradas promessas de senadores como Fátima Cleide, Valdir Raupp e de deputados federais como Marinha Raupp entre tantos outros que, eleição após eleição, transformavam a BR-364 em bandeira de campanhas garantindo sua recuperação de ponta a ponta; sua reconstrução em toda a extensão; sua duplicação de Vilhena ao Acre e outros delírios?

 

Em todos esses anos, os condutores de veículos, de cargas ou passageiros, só querem uma rodovia sem buracos, trechos alteados onde as águas dos rios, riachos e igarapés não sangrem sobre a pista; sinalização correta e visível e a Polícia Rodoviária Federal presente, inibindo os delituosos das estradas.

 

Nada disso nos deram. Todos estão nos devendo. Os do passado e os do presente.

 

Até quando vamos, passivamente, esperar? 

 

 

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Osmar Silva

Osmar Ferreira da Silva, 70 anos, jornalista, bacharel em direito pela Uniron, vindo da Bahia ha 36 anos, fundador do Jornal O Parceleiro em 1979 em Ariquemes, e Gazeta de Rondônia em 1980 em Ji-Paraná, escritor ficcionista e poeta inédito. Ex-secretário de Justiça, ex-diretor do Sebrae, no governo Jerônimo Santana, ex-presidente do Iteron(Instituto de Terras de Rondônia) no governo Osvaldo Piana, ex-secretário de Administração e ex-secretário de saúde de A

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