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Que crime cometeu o povo?

POR OSMAR SILVA

29 de Janeiro de 2019 às 10:13

Que crime cometeu o povo trabalhador de Porto Velho para merecer tal castigo? Se revoltou contra o serviço de transporte público e quebrou tudo? Não. Nada disso. Ordeiro e pacífico, vem se submetendo a todas as mazelas e valores de passagens sem tocar fogo sequer num pneu.

 

Parece ser esse o seu crime: a passividade que, agora, está sendo castigada. Ir à pé para o trabalho ou pagar a extorsão de táxis, serviços compartilhados e de aplicativos é, de fato, um grande castigo.

 

O fato é que desde o governo de Mauro Nazif este desastre vem sendo construído. Lembram quando ele, mostrando demagógica valentia, reincidiu os contratos das empresas de ônibus, anunciando uma licitação que atrairia grandes empresas e investidores já interessados Brasil afora e prometendo o céu sobre rodas?

 

Foi pura mentira, enganação, encenação. Quem apareceu foram empresários locais sem experiência no ramo. Viram uma oportunidade de ganhar dinheiro aqui mesmo, junto aos seus negócios, constituíram o Consorcio Sim, assumindo empregados e veículos velhos. E o resultado está aí.

 

Nem os executivos públicos nem os vereadores – fiscais(relapsos) do Poder Executivo -, andam à pé debaixo de chuva e de sol para trabalhar. Se locomovem em veículos climatizados pagos direto ou indiretamente por aqueles que andam a pé. Esse mundo é Justo?

 

Enquanto se discute medidas jurídicas, prazos e etc, todos sofrem. Imagine o doente que depende (a maioria) do transporte público. A mulher que vai parir e o consumidor quem precisa ir a uma loja qualquer comprar um produto ou comida. Todos pagam o pato. Até o comércio que ver minguar os frequentadores.     

 

A todos está sendo aplicado o castigo. 

 

Cacoal viveu, recentemente, situação muito parecida. A prefeita Glaucione não se intimidou. Utilizou um remédio jurídico/administrativo e resolveu o problema.

 

Aqui, o executivo pode fazer a mesma coisa e tirar do sofrimento o povo a quem prometeu e pediu: “deixa eu cuidar de você”. Após isso, que é urgente, dar-se-á andamento ao processo licitatório, algo demorado, mesmo que já esteja com etapas adiantadas.

 

Mas hoje, agora, carece de solução prática: ônibus nas ruas. Nem que tenham de confiscados e dirigidos por condutores do 5º Bec, por exemplo. É só querer e fazer. Ou deixou de ser serviço essencial?

 

O mesmo povo que agora está sendo castigado, castigará no próximo ano, a passividade de quem tem a obrigação de agir e fazer. E não faz.

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Osmar Silva

Osmar Ferreira da Silva, 70 anos, jornalista, bacharel em direito pela Uniron, vindo da Bahia ha 36 anos, fundador do Jornal O Parceleiro em 1979 em Ariquemes, e Gazeta de Rondônia em 1980 em Ji-Paraná, escritor ficcionista e poeta inédito. Ex-secretário de Justiça, ex-diretor do Sebrae, no governo Jerônimo Santana, ex-presidente do Iteron(Instituto de Terras de Rondônia) no governo Osvaldo Piana, ex-secretário de Administração e ex-secretário de saúde de A

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