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MORTOS: Flamengo recua e libera famílias para culto no Ninho do Urubu

Os parentes queriam apenas acender uma vela no local onde os garotos morreram queimados

EXTRA

7 de Fevereiro de 2020 às 16:13

MORTOS: Flamengo recua e libera famílias para culto no Ninho do Urubu

FOTO: (Divulgação)

Um dos momentos mais polêmicos da 'CPI dos incêndios', realizada nesta sexta-feira, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, foi o pedido da família de Pablo para acender neste sábado uma vela no Ninho do Urubu, local onde o adolescente - e outros nove atletas - faleceu. Pedido simples, mas que o clube vetou, para depois autorizar.

 

Próximo do fim da sessão, o CEO do clube Reinaldo Belotti voltou atrás na sua decisão e liberou a entrada dos familiares desde que tenha relação de nome, horário e sem a presença da imprensa. A advogada da família indicou que o horário de 10h seria o ideal.

 

"Gostaria de marcar a hora e a relação das pessoas que pretendem entrar sem a presença da imprensa", declarou Belotti.



Tudo começou durante a sessão quando a advogada da família, Mariju Maciel, afirmou ter enviado um pedido ao Flamengo para que os pais de Pablo entrassem no Ninho do Urubu, neste sábado, para acender uma vela no local onde o filho faleceu. No entanto, não havia recebido resposta.



Representante do Flamengo naquele momento, o diretor jurídico do clube, Antonio Cesar Dias Panza, esclareceu que o CT estará em "completa atividade" por causa do jogo deste sábado, contra o Madureira, pela Taça Guanabara, mas se comprometeu a enviar um e-mail à família concedendo, ou não, a entrada.



Pouco depois, o CEO do Flamengo, Reinaldo Belotti, chegou à Alerj e foi questionado sobre a questão. Porém, apesar de manter a argumentação do diretor jurídico, abriu uma brecha para que a família fizesse homenagem.



"O nosso time principal fica lá até o horário do jogo, às 18h. Até às 16h, não dá para eles entrarem. Depois, está autorizado", declarou Belotti, que foi indagado pela advogada da família de Pablo, que afirmou que os pais só ficarão no Rio até 12h deste sábado e não seria possível ir ao Ninho.



Após um princípio de discussão, o presidente da sessão, deputado Alexandre Knoploch (PSL), reiterou o pedido. "Peço ao senhor que possa transmitir ao departamento de futebol para que possa repensar essa decisão, porque o que vai repercurtir é que o Flamengo nao permitiu uma familia de fazer o mínimo", disse.



Vale lembrar que o Flamengo enfrenta o Madureira, neste sabado, pela Taça Guanabara, torneio considerado de pouca importância para o técnico Jorge Jesus, que já se referiu a ele como "pre-época".

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