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NA CHINA: Antigo técnico do VEC comenta futebol local e idolatria a estrangeiros

Técnico Wanderley Cesaretti relembra a importância da imagem passada por Neymar e Messi, que reflete nos comentários das crianças locais

FOLHA DO SUL ONLINE

18 de Outubro de 2018 às 10:03

NA CHINA: Antigo técnico do VEC comenta futebol local e idolatria a estrangeiros

FOTO: (Divulgação)


 
Mês de dia das crianças e dos professores. Datas que combinam bem com Wanderley Cesaretti  que já atuou pelo VEC e hoje é responsável pela formação de atletas no Pingtan Elementary School. Prestigiado, até durante as férias foi solicitado para ministrar um curso a professores locais.
 


A Liga Chinesa tem atraído muita gente Lavezzi, Oscar, Anderson Talisca - que inclusive era cobiçado por grandes ingleses, Alexandre Pato, Hulk, estão na Chinese Premier League. Porém, engana-se quem pensa que a preferência e idolatria nos olhos das crianças se resumem a eles. Wanderley, ao destacar os grandes ídolos da garotada lembra da influência dos “estrangeiros” na preferência local.


 
- Aqui em minha região. Por conta da mídia, Neymar e Messi, são os ídolos mais citados. O que eles fazem de destaque fora daqui reflete também nos jovens da escola chinesa. São exemplos! Tanto para o bem, quanto para o mal – afirma o treinador.


 
Hoje, em Pingtan, tida como princesinha dos olhos do governo chinês, próxima à Taiwan, Cesaretti vive uma realidade completamente diferente.  Wanderley, inclusive, citou os campos impecáveis ao qual ele pode trabalhar em Pingtan.


 
- Escolas bem estruturadas, salários razoáveis, material farto (...) onde o professor e os alunos podem ter e viver a certeza de um futuro bem sólido. É grande a diferença trabalhar em escolas, entre nosso país e um país asiático em geral. No Brasil, estamos num momento político importante. Caberia aqui uma reflexão sobre o que deveríamos exigir da classe política na prática sobre a educação. Escolas abandonadas, escolas sem material básico de ensino, professores absolutamente abandonados à própria sorte e boa vontade é a única coisa que em muitos casos ainda mantém muitos de nós professores nas quadras, nas salas de aulas. A insegurança e desvalorização ano após ano da carreira é muito real e desalentador. Pois bem. Tudo isto, na Ásia é exatamente o contrário. Formar cidadãos, o retorno emocional é extremamente compensador – completa.


 
Questionado sobre ter em suas mãos o futuro da ilha chinesa, Wanderley afirmou que é um trabalho que trás um prazer recompensador.


 
- Ter a oportunidade de trabalhar em uma escola na Ásia nos leva à questionamentos imediatos que nos deixam senão irritados, nos deixam perplexos ao entender o porquê no Brasil, não temos o mesmo cuidado, o mesmo interesse em proporcionar uma educação de qualidade. Quanto a trabalhar com crianças em qualquer lugar do mundo é muito prazeroso perceber a alegria com que vão à escola quando esta satisfaz suas necessidades e recebem ali um ensino de qualidade, fica muito claro o desenvolvimento não apenas para o esporte, mas com certeza no todo. É muito prazeroso ver nos olhos de uma criança a verdade de um sentimento. É muito prazeroso viver a inocência junto a elas.


 
Wanderley Cesaretti Moreira, hoje mora na China. No Japão, ele passou por Montedio Yamagata, Chikyu Kankyou, Koto Gakoo e Fujieda Meisei.

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