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MOTOCROSS - Atitude precipitada de Júri de prova prejudica piloto de Porto Velho

Não bastasse ter cedido a pressão, a organização não tomou qualquer atitude contra um piloto e o chefe da equipe, que proferindo palavras de baixo calão, chamavam o pai de Hugo, empresário Rubão (Fox Motos) para a porrada.

DA REDAÇÃO

26 de Outubro de 2009 às 12:10

MOTOCROSS - Atitude precipitada de Júri de prova prejudica piloto de Porto Velho

FOTO: (Divulgação)

O piloto Hugo Amaral #57 (Mastter Moto/Porto Velho) foi duramente prejudicado por uma decisão precipitada do júri de prova da etapa do Campeonato Estadual de Motocross neste domingo (25) em Ariquemes.
 
Na primeira bateria, o piloto Hugo fez uma excelente prova, largando na frente e mantendo a dianteira do piloto Marco Túlio ( campeão por antecipação 2009) durante os 20 minutos previstos, ficando com a primeira colocação. Marco é de Ariquemes, corria “em casa” e ficou em segundo.
 
Na segunda bateria, logo na largada, numa reta de cerca de 70 metros, Hugo foi acusado pela equipe de Marco Túlio de ter cortado caminho, atitude passível de punição por parte da direção de prova.
 
Daí para frente, uma sucessão de erros foi detectada, que culminou com uma injusta punição de parada de 10 segundos no Pit-stop.
 
TESTEMUNHA OCULAR
 
A reportagem do Rondoniaovivo estava fotografando no final da referida reta. O piloto Hugo largou á esquerda de Marco Túlio e quando chegou à curva, onde se afunila o “enxame” de motos, acabou sem espaço e passou por cima de um morrete. Vale ressaltar que mesmo subindo no barranco (sem intenção) o piloto continuou em linha reta, fazendo posteriormente a curva já de 
volta no traçado da pista.
 
Outro ponto interessante é que o local já não estava mais “bampeado” (delimitação oficial de pista), porém analisando fotos de largadas anteriores, percebe-se que mesmo se o local tivesse o bampi (obrigatório), Hugo não teria sequer tocado na faixa delimitadora.
 
Pelo menos dois pilotos de outras categorias fizeram “pior” com fotos comprovando a situação.
 
PRESSÃO
 
A punição ao piloto de Porto Velho veio após a equipe de Marco Túlio exigir aos berros que fosse tomada uma atitude em relação ao suposto corte de caminho. Vale ressaltar que o local onde a equipe de Ariquemes estava, não permitia visão do que realmente aconteceu, estando todos situados em lado oposto ao fato, sendo encoberto pelas motos que também largavam.
 
VEXAME
 
Não bastasse ter cedido a pressão, a organização não tomou qualquer atitude contra um piloto e o chefe da equipe, que proferindo palavras de baixo calão, chamavam o pai de Hugo, empresário Rubão (Fox Motos) para a porrada.
 
A equipe de Marco Túlio é reincidente neste tipo de reação anti-desportiva, já chegando a agredir fisicamente, dentro da pista, o piloto Riderson Carlos (Rio Branco). Pelo visto desconhecem totalmente o termo em inglês (Fair Play) que caracteriza o jogo limpo nas competições esportivas.
 
MAIS LAMBANÇA
 
No regulamento do campeonato estadual de 2009, não consta especificamente a situação de “Stop Go”, punição esta aplicada ao piloto Hugo. De acordo com o artigo 10 do regulamento ”Tomar atalhos no percurso é proibido. O piloto poderá devolver a(s) posição(s) ganha de forma irregular. Caso não aconteça a penalidade será a exclusão da
respectiva sessão de treino cronometrado ou prova. Penalidades adicionais poderão ser aplicadas pelo Júri.”
 
Já não bastasse a lambança de punir um piloto pelo o que não houve, ainda foi aplicada uma punição não prevista no regulamento.
 
Numa interpretação mais acurada do artigo 10, supõe que Hugo, caso tivesse realmente cortado caminho, teria que devolver a posição a quem seria o prejudicado. Porém, a prova estava na largada, sem nenhuma posição definida. O que aconteceu de fato foi que Marco Túlio caiu na referida curva e Hugo disparou na dianteira. A equipe de Marco chiou e a reclamação “colou”.
 
O diretor de prova teria também que agitar a bandeira preta, segurando na outra mão, o numero da moto que deveria parar no Pit Stop, porém a pressa em “resolver” o problema de Marco Túlio foi tanta que mais esta determinação do regulamento oficial 2009 não foi acatada.

Os membros do Júri e o diretor de prova praticaram um desserviço ao maior esporte de Rondônia. O pai de Hugo Amaral disse que nos 20 anos de “beira” de pista, é a primeira vez que vê tamanha injustiça numa prova do estadual. Com a punição, Marco Túlio venceu a bateria a acabou ficando em primeiro na etapa que já estava perdida para Hugo Amaral.

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