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Com o teatro interditado, espetáculos de dança voltam às quadras de esportes

Além do Palácio das Artes, que é de grande porte, a capital tem três teatros de médio porte, que não atendem as necessidades das escolas

BLOG DE PONTA CABEÇA

21 de Novembro de 2018 às 09:36

Com o teatro interditado, espetáculos de dança voltam às quadras de esportes

FOTO: (Carleilson Lima)

Pelo menos doze escolas de ballet de Porto Velho, que fariam apresentações dos seus respectivos festivais de dança nos meses de novembro e dezembro deste ano no Teatro Estadual Palácio das Artes, estão sendo seriamente prejudicadas devido à interdição desse espaço desde o final de agosto passado. O Palácio das Artes é o único teatro de grande porte  na capital.

O atual presidente da Funcer, Fabiano Barros, que encontrou o local fechado ao assumir cargo em setembro passado, até tentou acelerar o processo para liberação, mas a burocracia pública falou mais alto. Desde que foi inaugurado no segundo semestre de 2014, após 20 anos em que a obra foi iniciada, o Palácio das Artes já foi fechado diversas vezes.

Com tudo programado e com a pauta marcada para os espetáculos, os professores foram surpreendidos com a informação oficial de que o teatro não seria liberado a tempo de atender à agenda. O desespero tomou conta. E agora?!!

 

A alternativa foi voltar aos velhos tempos em que os ballets eram apresentados em quadras esportivas, tirando toda a beleza, encanto e magia das apresentações e do cenário, além do total desconforto para quem assiste, pois é preciso sentar-se em arquibancadas. Todos tiveram também que readequar as coreografias, que já estavam praticamente prontas. Os gastos com a estrutura para realizar o espetáculo também mexeram com o minguado orçamento das escolas.

Escolas

 

Alguns professores, a exemplo da Ariane Tonon (Demi Pliê – Centro de Danças) recorreram ao auditório da Unopar, que possui um palco consideravelmente grande - mesmo assim não é o ideal para esse tipo de espetáculo. “Foi preciso adaptar todas as coreografias ao espaço”, declarou.

 

O Ballet D’Palma, da professora Edcleia Jucá, será no Ginásio Claudio Coutinho. “Até tentei levar para o Guaporé, mas esse teatro não tem sequer camarim para as bailarinas trocarem de roupa. Além dos mais, terei 30 bailarinas  vestidas com tutu, seria impossível colocá-las todas  juntas no palco desse teatro  por ser pequeno”, disse, acrescentando que a mudança abalou o financeiro da D’Palma.

Os bailarinos da Opus Ballet, da Solange Ferreira, farão apresentação no Ginásio do Sesi, assim como o Ballet do Sesi, da Rita Nascimento. “Só temos que lamentar, pois temos um teatro maravilhoso, mas não podemos usar já que vive com problemas”, disse Rita. O Ballet Dom Bosco volta a exibir o festival em sua quadra de esportes, como fazia antes da inauguração do teatro.

 

 A Cia de Dança Corpo em Movimento precisou alterar 90% de suas coreografias para comportar o show no pequeno palco do Teatro Guaporé. Já as apresentações da Berenice Simão e do Sesc serão no teatro do Sesc.

Outro prejudicado com o fechamento do teatro foi o professor de dança de salão Rai Quintino, da escola que leva o mesmo nome. Com um mega show de dança de salão para exibir agora em dezembro, tendo como convidado o badalado dançarino carioca Jaime Arôxa (agora mora nos EUA), ele (Rai Quintino) se contorceu para conseguir ajustar o espetáculo para o palco do Teatro Guaporé.

Quatro teatros

 

Além do Palácio das Artes, que comporta mil pessoas, incluindo as cadeiras especiais, Porto Velho possui outros três teatros, mas TODOS são praticamente do mesmo tamanho, sem condições de atender a um espetáculo de dança de médio porte, especialmente se as coreografias exigirem passos mais densos.

O Teatro Guaporé, anexo o Palácio das Artes, acomoda 235 pessoas (incluso as cadeiras especiais), mas o palco é pequeno - se colocar 15 bailarinos em cima eles não terão espaço para dançar, a não ser que as coreografias sejam simples. O mesmo acontece com o Teatro Um do Sesc  (220 lugares) e  com o Teatro Banzeiros, do Município (230 lugares).

 

O ideal seria que o Guaporé tivesse estrutura intermediária a do Palácio das Artes, que possui um dos maiores e melhores palcos do Brasil.  Se o Guaporé tivesse condições de atender pelo menos 500 pessoas e possuísse um palco com tamanho  intermediário aos de médio porte, as escolas não estariam passando agora por essa privação.

 

Mas, infelizmente, os técnicos do Governo responsáveis pela obra na época (Palácio das Artes e Guaporé) não se preocuparam com esse “detalhe”, pois não seriam eles que usariam o espaço.

 

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