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O dia que Jorge Teixeira foi rejeitado

Apesar de ficar bastante chateado com a atitude daqueles que acompanharam a irresponsável deputada, Teixeirão não se deixou abalar, até porque, não era a primeira vez que passava por constrangimento de tal natureza.

ZÉKATRACA

12 de Janeiro de 2017 às 09:55

O dia que Jorge Teixeira foi rejeitado

FOTO: (Divulgação)

Apesar de ser considerado como dos melhores administradores que já apareceram na Amazônia, o Coronel Jorge Teixeira de Oliveira – Teixeirão, também teve seus dias de infortúnio.

Basta lembrar que mesmo tendo sido o principal articulador da transformação do Território Federal de Rondônia em Estado e dos grandes feitos em prol do desenvolvimento do hoje pujante estado de Rondônia. No dia de sua despedida do cargo de governador de nosso estado, em solenidade que reuniu milhares de pessoas em frente ao Palácio Presidente Vargas em Porto Velho, a então deputada Raquel Cândido convocou uma “gang” e se postou bem a frente do Palácio de modo que poderia ser vista do hall onde Teixeirão estava discursando e liderou uma das maiores vaias a uma autoridade local já ouvida na capital de Rondônia.

Apesar de ficar bastante chateado com a atitude daqueles que acompanharam a irresponsável deputada, Teixeirão não se deixou abalar, até porque, não era a primeira vez que passava por constrangimento de tal natureza.

Uma das mais marcantes desfeitas sofrida pelo Cel. Teixeirão, você vai conhecer, ao ler o depoimento do fotografo Rosinaldo Machado. Acompanhe:

Teixeirão persona non grata no Amazonas

Em meados de janeiro de 1983, o governador Jorge Teixeira, juntamente com vários ministros foram convocados pelo presidente Figueiredo para uma reunião no Palácio da Alvorada; pauta da reunião um tema polêmico: Divisão Geográfica da Amazônia, para melhorar e modernizar o desenvolvimento da região.

Entre as várias sugestões apresentadas a do Teixeirão foi a mais polêmica. Devido ao seu grande conhecimento da Amazônia, ele sugeriu que o Amazonas fosse dividido ao meio, sendo que ficaria assim; o Amazonas continuaria com a sua capital em Manaus e o Amazonas do Norte que teria a sua capital em Maués, ou outro município estrategicamente localizado. Na sua opinião seria a mais sensata e realista das soluções. Em sua justificativa ele disse: - O estado do Amazonas, devido ao seu descomunal tamanho, fica praticamente impossível de governá-lo de Manaus, e transformado em dois Estados, permitiria um desenvolvimento melhor e com investimentos substanciais em saúde, educação e industrial.

Tomando a palavra o ministro do Interior Mario Andreazza, disse que também fossem criados mais dois Estados, em Goiás e no Pará. Na opinião de Andreazza, seria o grande marco e enorme arrancada para o slogan do Governo Federal: Integrar Para Não Entregar.

Quando a pauta da reunião foi divulgada com grandes manchetes pela imprensa nacional, teve repercussão imediata em todo o País especialmente na região Norte, em particular no Amazonas.

Usando da tribuna na Câmara Federal, o deputado pelo PMDB José Mario Frota, se mostrou bastante indignado com a “indecente e indecorosa” proposta feita pelo Teixeirão e dizendo ser porta-voz do povo amazonense, declarou o governador de Rondônia Jorge Teixeira de Oliveira, ‘’Persona non Grata”, no Amazonas.

Também em Manaus o grande líder de oposição, também do PMDB, Fábio Lucena, na época vereador e de grande e excelente oratória - dizem que tinha tomado uns tragos – usando a tribuna da Câmara dos Vereadores de Manaus, desancou o Teixeirão, chamou-o de ingrato, traidor e outros adjetivos mais inapropriados. Foi aplaudido de pé, pela grande plateia que estava em plenário.

Em resposta aos inflamados pronunciamentos, Teixeirão, que estava no interior, mais precisamente em Ji-Paraná, fez um pronunciamento muito irritado. Ele disse: “Estes políticos de M....., querem é fazer média com o povo. Isto seria uma experiência altamente positiva” e disse que já havia um estudo elaborado pelo Ministério do Interior, mostrando que traria um grande desenvolvimento tanto social quanto econômico e político para a Região. Seria melhor administrado, já que devido a enormes distâncias, governadores e políticos só iam a longínquas regiões do Estado, quando estavam em campanha e depois desapareciam.

O Amazonas não foi cortado ao meio e as coisas continuam como dantes, Governadores e políticos só vão a determinadas áreas do Amazonas, quando acontece grandes desastres, para aparecerem na Mídia, ou em campanha.

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