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Artistas preocupados com o brilho do festival de Guajará

Artistas preocupados com o brilho do festival de Guajará

DA REDAÇÃO

12 de Agosto de 2011 às 11:16

Artistas preocupados com o brilho do festival de Guajará

FOTO: (Divulgação)

Para desenvolver o tema Amazônia Terra Mãe durante a apresentação do Boi-Bumbá Flor do Campo no XVII Festival Folclórico de Guajará-Mirim, que começa hoje, 12/08, a Diretoria do bumbá das cores vermelha e branca reforçou seu quadro de artesãos e artistas, contratando vários profissionais que trabalham na festa folclórica de Parintins.
 
Nomes renomados como Geremias Pantoja (o Gereka), pintor de alegorias (ou ‘pistolador’, em linguagem de barracão); Nildo Souza, escultor em ferro; Claudenor Alfaia (Nonoca), escultor em isopor; Luciano dos Santos, especialista em solda, e Marcos Falcão, Breno Tavares e Aldrin Peres, professores de coreografia, são exemplos de profissionais que vem realizando seus trabalhos nos barracões de alegorias, fantasias e em quadras e salas de ensaios utilizadas pelo bumbá de Dona Georgina.
 
A trupe de artistas vinda da Ilha de Tupinambarana, aqui comandada por Ednart Gomes, se confessou muito preocupada com o esquema de segurança para o Festival, frágil, de tal forma, que alegorias, artistas, brincantes e o grande público que se fará presente, sorvidos pelo evento, correm risco iminente. Claudenor Alfaia, artista que já prestou seus serviços em escolas de samba do Rio de Janeiro e São Paulo, lembra que em Parintins “a disputa é estética e sempre no plano da ética e do total respeito para com o contrário, seus artistas e objetos de arte”.
 
“Queimar, destruir ou danificar alegorias e esculturas prejudica somente o público, tira o brilho do festival e deixa a cidade desacreditada como organizadora de grandes eventos culturais”, afirma Geremias Pantoja (o Gereka), pintor de alegorias.
 
Ednart Gomes, coordenador do barracão de alegorias, artista que atua também no Arraial Flor do Maracujá e no carnaval de Porto Velho, onde já conquistou títulos pela Escola de Samba Os Diplomatas, se diz prejudicado em seu trabalho realizado aqui em Rondônia, com a prática deste tipo de crime.
 
Em 2010, por exemplo, as alegorias construídas por Ednart e sua equipe foram seriamente danificadas na concentração da Passarela do Samba de Porto Velho, por dois indivíduos não identificados, que conduziam um veículo em alta velocidade e atingiram, propositalmente, os três carros alegóricos da escola, fugindo em seguida.
 
Este ano, o título que foi conquistado por Ednart Gomes no Carnaval de 2011, também pela Escola de Samba Os Diplomatas, acaba de ser confiscado pela co-irmã Asfaltão, que alega parcialidade no julgamento por parte do copo de jurados. “Nosso trabalho tem que ser respeitado. Ganhar no tapetão ou prejudicar o trabalho da gente com atitudes terroristas não vale”, diz o artista.
 
Esterlina Morães, Vice-Presidente do Flor do Campo afirma que sua agremiação está adotando medidas de segurança que possibilitem proteger os artistas, brincantes, torcedores e amantes dos bumbás de Guajará-Mirim, e que a apresentação de hoje será, certamente, uma das melhores exibições dos últimos anos, realizada pelo boi que representa o Bairro Tamamdaré.

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