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Os buracos de Porto Velho por Claiton Pena

Os buracos de Porto Velho por Claiton Pena

DA REDAÇÃO

6 de Março de 2007 às 09:50

 Os buracos de Porto Velho  por Claiton Pena

FOTO: (Divulgação)

Carlinhos Camurça foi exímio tapador de buracos. Os opositores podem dizer o que quiserem, mas ele tapava buracos freneticamente quando era prefeito. Acho que era tão compulsivo que se bobear deve estar tapando alguns, agora. Mas, não é só de tapa-buracos que vive a prefeitura. *Porto Velho é uma cidade praticamente plana, sem drenagem, vítima das chuvas amazônicas, implacáveis durante seis meses. Não sei quantos anos ainda serão necessários para transformá-la em uma capital imune às chuvas. Mega metrópoles sofrem o drama das alagações. Não será a esquecida Porto Velho, da abandonada Mad Maria, diferente dos centros urbanos como São Paulo e Rio de Janeiro. *As chuvas não trazem apenas alagação, mas, buracos nas ruas asfaltadas, e atoleiros nas de cascalho. Não adianta: não há asfalto que resista ao tráfego intenso, ao excesso de peso dos caminhões, e às chuvas, tudo combinando dramaticamente. *Mesmos os bons prefeitos e os bons secretários de obras de Rondônia, enfrentarão nos próximos anos esse obstáculo, que derruba qualquer popularidade. Em todos os lugares, se fizer pesquisa de opinião nesta época do ano, os prefeitos estão na pior. Começa o sol, recomeçam as obras, pode repetir a pesquisa e se comprovará o aumento dos índices de aprovação dos comandantes de todas as nossas cidades. *Acho que o grande desafio para nossos administradores será como impedir que os buracos apareçam e invadam as ruas nas épocas de chuvas. E quando se diz buraco, pense em tudo de ruim: malária, dengue, outras viroses e doenças, sujeira, lama, barro, carros estragados, muito estresse. * Eu mesmo já me vacinei contra buracos. Não os desafio no trânsito, evito o quanto posso as ruas enfermas, não desvio deles ameaçando quem vem em sentido oposto, não me irrito quando isso acontece, ou quando alguém se joga para o meu lado, tentando idiotamente se safar da lama, e principalmente, fiz um pacto de convivência e tolerância com as ruas de Porto Velho. E, lhes digo, queridos leitores, se me perguntarem se prefiro acabar com as chuvas ou os buracos, prefiro as águas do inverno amazônico. *Até suporto os buracos, mas sem o romantismo e a poesia das chuvas rondonienses, não posso viver. *http://claitonpena.blospot.com

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