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MOMENTO LÍTERO CULTURAL

POR SELMO VASCONCELLOS

15 de Fevereiro de 2019 às 16:10

MOMENTO LÍTERO CULTURAL

FOTO: (DIVULGACÃO)

 

 

REGINA MADEIRA GÔDA – RECORDANDO ENTREVISTA

 

Eu sou Regina da Conceição Madeira Gôda, brasileira, casada, professora aposentada, escritora por ocasião e leitora por compulsão. Acho impossível ficar sem ler bons textos.

Nasci em Morro Azul – Engenheiro Paulo de Frontin, interior do Rio de Janeiro, e atualmente moro em Miguel Pereira-RJ.

Sou graduada em Ciências Físicas e Biológicas pela Universidade Severino Sombra, atual Universidade de Vassouras-RJ.

Durante a minha vida profissional estive engajada em vários projetos pedagógicos, sendo muitos deles de minha autoria. Os temas eram variados no que concerne à educação e com apresentações variadas entre exposições, pequenos seminários, peças de teatro e leitura de poesias.

Entre esses trabalhos letras de música explicando os temas pedagógicos da área de Ciências.

O início desse aprendizado foi nas sessões lítero-musicais que participei nos ensinos fundamental e médio, que no tempo eram Primário e Segundo Grau.

No Colégio Regina Coeli-Vassouras, onde cursei a segunda parte do ensino fundamental e o ensino médio, as freiras que eram professoras, ensinavam de tudo um pouco. Assim tomei gosto pela poesia e pelo teatro.

Mais tarde, aos poucos, já adulta, comecei a criar meus próprios textos.

Atualmente, aposentada, dedico-me a ler, escrever e aprender cada vez mais.

Durante alguns anos escrevi sob o heterônimo Estrela Radiante, cuja escolha tem relação com meu pai, que me chamava de sua estrela. Depois adormeci voltei Regina Madeira novamente.

 

SELMO VASCONCELLOS - Quais as suas outras atividades, além de escrever?

REGINA MADEIRA GÔDA – A leitura sempre foi a minha base, e agora ainda mais.

Faço um pequeno projeto de evangelização através das redes sociais.

Participo, como leitora, das bienais do Rio de Janeiro.

 

SELMO VASCONCELLOS - Como surgiu seu interesse literário?

REGINA MADEIRA GÔDA – O meu interesse literário surgiu quando aprendi a ler. E pude desvendar os jornais que tínhamos em casa.

Em seguida fui para escola e lá o meu horizonte alargou-se de tal forma que é impossível viver sem a literatura.

Depois a leitura de poesias em festas escolares levou-me ao gosto pelos livros definitivamente.

Até hoje leio jornais de qualquer data e também revistas dos tempos idos, de qualquer lugar, pois a informação nunca perde sua importância

 

Além da poesia tenho um vício pelo contos e romances, que tenham sempre finais felizes. O amor impera sempre.

Escrever tornou-se minha segunda fonte de comunicação com o mundo, porque a leitura sempre foi a primeira.

 

SELMO VASCONCELLOS - Quantos e quais os seus livros publicados?

REGINA MADEIRA GÔDA – Livro solo não tenho nenhum publicado. Participei de quatro Antologias até agora, sendo que a próxima está  em andamento.

Antologia Literária Internacional Del’Secchi – volume XXIII – organizada por Roberto de Castro Del’Secchi – Vassouras - 2013

Antologia Flores do Natal – organizada por Leti Ribeiro e Miguel Carqueija – Darda Editora – Rio de Janeiro-2016  

Parnaso Poético II – organizada por Osmarosman Aedo e Silvana Mello – Curitiba - 2018

  

SELMO VASCONCELLOS - Qual (is) o(s) impacto(s) que propicia(m) atmosfera(s) capaz(es) de produzir poesias?

REGINA MADEIRA GÔDA – Tudo ao nosso redor é pródigo em poesia. A Natureza é a mãe de todas as poesias. Como mulher de muita fé, copio a inspiração divina que recebo.

Sem fé não há poesia, pois a fé modifica o nosso olhar.

  

SELMO VASCONCELLOS - Quais os escritores que você admira?

REGINA MADEIRA GÔDA – Carlos Drummond de Andrade, o meu principal incentivador, pois li um texto ainda no ensino fundamental e quis conhecer o autor e assim fui seguindo na busca pelo conhecimento.

Cora Coralina, Casimiro de Abreu, Cruz e Souza, Castro Alves, José Mauro de Vasconcellos(O Meu Pé de Laranja Lima é imorredouro), e um sem-número de escritores da atualidade que vamos conhecendo pela estrada literária da vida, que não citarei por receio de faltar algum.

 

SELMO VASCONCELLOS - Qual mensagem de incentivo você daria para os novos poetas?

REGINA MADEIRA GÔDA – Que leiam muito, pesquisem, descubram, discutam e escrevam sem parar. Se o texto não ficou bom, guarde, que um dia você vai voltar nele e terminar.

 

ESPELHO MÁGICO

Águas paradas, profundas águas.
Que encerram em seu seio profundos segredos,
Insondáveis avisos de um mundo oculto,
Aos olhos físicos, os olhos cegos.
Descobre tudo quem só enxerga, com o Terceiro Olho,
Aquele que se aloja em sua testa, em sua alma.
Um olho-luz, iridescente, que tudo vê.
Que vê ao fundo, tal como lança,
Que se crava bem fundo d’alma do frágil seixo.

Águas paradas, profundas águas.
Que só refletem os seus segredos,
A quem conhecem os seus desígnios,
E os aceita de coração.
A quem aceita mexer no lodo,
Sem ver cheiro, sem ver sua cor,
Mas traz na alma o belo lírio,
A flor de Lótus, cuja pureza é pérola-leite, tão nacarada,
Que só emerge da simples concha do coração.

Águas paradas, profundas águas.
Que ao seu leito acolhe o pescador,
Que do seu seio retira o pão,
Mas sempre sendo visgo de almas, que em sua linha vão se batendo,
Até saberem por sobre as águas,andar fagueiras sem afundar,
E não são barcos, qual baleeiros, que tiram vidas sem perceberem,
Que um ainda ou foram água, ou para as águas irão voltar.
 

O Retrato

E, agora, olho, então, o seu retrato.
Pendurado na parede do meu quarto.
Frente a frente, os meus olhos nos seus.
Lá na sala, as paredes muito brancas.
As cortinas, numa brisa, voam mansas.
São lembranças, testemunhas do adeus.

Na lareira queimam brasas, em silêncio.
Não se importam com meu peito em incêndio.
A gritar, sentindo falta desse amor.
O sofá, acomodando as almofadas.
Que com tempo estão ficando desbotadas.
Sempre mudas, assistindo a minha dor.

Num impulso, tiro o quadro da parede.
Lanço ao fogo, que o recebe em sua sede.
Com a garra toda da destruição.
Ouço o vidro que na queda se estraçalha.
Logo as chamas queimam a foto como palha.
Destruindo esse amor de maldição.

Olho o fogo que agora é chama mansa.
Devolvendo ao meu peito a esperança.
 Que a chuva do meu pranto faz nascer.
Logo brota um novo amor, uma quimera.
Como flores de uma nova primavera.
Rasgando a noite, num doce amanhecer.
 

POETA


O poeta colhe os versos no caminho,
Junto a flores e as pedras a rolar,
Junto as águas tal qual aves a cantar,
E depois dormir seu canto lá no ninho.

Ser poeta é ser como passarinho,
Do nascer ao pôr do sol a versejar,
Canta versos qual cantor a solfejar,
Do algodão o mais perfeito, puro linho.

O poeta faz poema e canção,
Rima choro e sorriso com alegria,
Faz sonetos de tocar o coração.

Sacudindo toda alma de emoção,
Não importa, seja noite ou seja dia,
O importante é rimar para a Nação.
  

Amigo Selmo Vasconcellos, que agradecer essa oportunidade tão importante para mim como escritora e leitora.

Gratidão sempre!!!

 

 

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