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Toyota Hilux 2016 reprova, de novo, no teste do alce feito por suecos

Toyota Hilux 2016 reprova, de novo, no teste do alce feito por suecos

DA REDAÇÃO

27 de Outubro de 2016 às 08:52

Toyota Hilux 2016 reprova, de novo, no teste do alce feito por suecos

FOTO: (Divulgação)

Uma das picapes mais vendidas do planeta, e famosa por sua robustez, a Toyota Hilux parece não se dar com o famoso “teste do Alce”. A manobra, que consiste em fazer uma mudança de faixa súbita a 68 km/h e voltar à faixa inicial, é a simulação do movimento que o motorista precisa fazer para desviar de um alce na pista. Os alces são muito numerosos na Suécia e, de fato, costumam passear pelas estradas.

E é por isto que os suecos costumam utilizar o teste do alce para avaliar o comportamento dos veículos. E a revista automotiva Tenikens Värld descobriu que a oitava geração da Hilux, lançada mundialmente em 2015, quase capota durante a manobra. Olha só:

O teste foi realizado em comparação com as principais rivais – Triton, Ram 1500, VW Amarok, Ford Ranger e Nissan Frontier, em iguais condições, com a mesma capacidade de carga, a 68 km/h. Todas as outras caminhonetes passaram no teste a velocidades entre 64 km/h e 68 km/h sem maiores problemas – quando o limite de aderência era atingido, a picape simplesmente saía de frente, de maneira completamente controlável.

Isto não aconteceu com a Hilux, que quase capotou com o piloto Oskar Krüger ao volante. Quando ele entra na curva à esquerda, tudo parece normal. No entanto, ao tentar retornar para a faixa da direita, a roda esquerda encontra aderência no asfalto e, com isto, as rodas do lado de dentro da curva se levantam. Krüger, então, contra-esterça e a picape volta a ficar com as quatro rodas no chão.

Para a publicação, a causa da instabilidade é muito provavelmente a combinação de excesso de aderência e centro de gravidade alto demais – a transferência lateral de peso faz com que as rodas levantem e, se o motorista não reagir da maneira correta e a tempo, a picape tomba. A Hilux testada utilizava rodas de dezoito polegadas, calçadas com largos pneus de medidas 265/60. Dias depois, foi realizado outro teste, desta vez em uma versão com rodas de 17 polegadas calçadas com pneus 265/65. As rodas levantaram menos, mas levantaram. Em ambos os casos, bitolas mais largas também amenizariam a situação, pois reduziriam a transferência lateral de peso.

O peso extra da carga na caçamba teve sua influência descartada – eram 830 kg, bem longe da capacidade máxima de 1.002 kg da Hilux.

Foi quase exatamente o que aconteceu no teste com a geração anterior, realizado em 2007. Porém, com algumas diferenças. Primeiro, a Hilux anterior calçava rodas de 17 polegadas na versão mais cara, e de 16 polegadas na versão mais barata – mas também se saiu melhor com as rodas menores.

A segunda diferença e mais importante, tem a ver com as assistências eletrônicas: a geração anterior não tinha, mas a atual conta elas. Então, por que o controle de estabilidade não entrou em ação como deveria?

A conclusão da Tekniken Värld é curta e direta:

Há algo seriamente errado com o sistema de segurança dinâmica da Toyota, e o resultado depende dos pneus com os quais a picape está equipada.

A revista entrou em contato com a divisão sueca da Toyota a fim de um parecer, e obteve a seguinte resposta:

Ficamos surpresos com o resultado do teste, e vamos levar sua avaliação muito a sério, da mesma forma como levamos muito a sério a capacidade para realizar manobras evasivas de nossos veículos. A Hilux foi testada repetidas vezes de acordo com os parâmetros da ISO 3888 para testes de manobras evasivas durante o desenvolvimento do modelo, e passou em todos com sucesso. Diversos parâmetros técnicos têm impacto no resultado de uma manobra evasiva, e por isso queremos entender melhor os parâmetros exatos utilizados no seu teste.O teste foi realizado em comparação com as principais rivais – Triton, Ram 1500, VW Amarok, Ford Ranger e Nissan Frontier, em iguais condições, com a mesma capacidade de carga, a 68 km/h. Todas as outras caminhonetes passaram no teste a velocidades entre 64 km/h e 68 km/h sem maiores problemas – quando o limite de aderência era atingido, a picape simplesmente saía de frente, de maneira completamente controlável.

Isto não aconteceu com a Hilux, que quase capotou com o piloto Oskar Krüger ao volante. Quando ele entra na curva à esquerda, tudo parece normal. No entanto, ao tentar retornar para a faixa da direita, a roda esquerda encontra aderência no asfalto e, com isto, as rodas do lado de dentro da curva se levantam. Krüger, então, contra-esterça e a picape volta a ficar com as quatro rodas no chão.

Para a publicação, a causa da instabilidade é muito provavelmente a combinação de excesso de aderência e centro de gravidade alto demais – a transferência lateral de peso faz com que as rodas levantem e, se o motorista não reagir da maneira correta e a tempo, a picape tomba. A Hilux testada utilizava rodas de dezoito polegadas, calçadas com largos pneus de medidas 265/60. Dias depois, foi realizado outro teste, desta vez em uma versão com rodas de 17 polegadas calçadas com pneus 265/65. As rodas levantaram menos, mas levantaram. Em ambos os casos, bitolas mais largas também amenizariam a situação, pois reduziriam a transferência lateral de peso.

O peso extra da carga na caçamba teve sua influência descartada – eram 830 kg, bem longe da capacidade máxima de 1.002 kg da Hilux.

Foi quase exatamente o que aconteceu no teste com a geração anterior, realizado em 2007. Porém, com algumas diferenças. Primeiro, a Hilux anterior calçava rodas de 17 polegadas na versão mais cara, e de 16 polegadas na versão mais barata – mas também se saiu melhor com as rodas menores.

A segunda diferença e mais importante, tem a ver com as assistências eletrônicas: a geração anterior não tinha, mas a atual conta elas. Então, por que o controle de estabilidade não entrou em ação como deveria?

A conclusão da Tekniken Värld é curta e direta:

Há algo seriamente errado com o sistema de segurança dinâmica da Toyota, e o resultado depende dos pneus com os quais a picape está equipada.

A revista entrou em contato com a divisão sueca da Toyota a fim de um parecer, e obteve a seguinte resposta:

 

Ficamos surpresos com o resultado do teste, e vamos levar sua avaliação muito a sério, da mesma forma como levamos muito a sério a capacidade para realizar manobras evasivas de nossos veículos. A Hilux foi testada repetidas vezes de acordo com os parâmetros da ISO 3888 para testes de manobras evasivas durante o desenvolvimento do modelo, e passou em todos com sucesso. Diversos parâmetros técnicos têm impacto no resultado de uma manobra evasiva, e por isso queremos entender melhor os parâmetros exatos utilizados no seu teste.

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