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OPERAÇÃO SPOOFING: PF prende 4 hackers que invadiram celulares de Moro e Deltan

Agentes federais cumprem quatro mandados de prisão temporária e sete de busca e apreensão, na Operação Spoofing, em São Paulo, em Araraquara e Ribeirão Preto por ordem do juiz da 10ª Vara Federal de Brasília, Vallisney de Souza Oliveira

ESTADÃO CONTEÚDO

23 de Julho de 2019 às 16:17

OPERAÇÃO SPOOFING: PF prende 4 hackers que invadiram celulares de Moro e Deltan

FOTO: (Divulgação)

A Polícia Federal abriu a Operação Spoofing nesta terça-feira, 23, e prendeu 4 suspeitos de invadir o celular do ministro da Justiça, Sérgio Moro, e do procurador da República e coordenador da Operação Lava Jato no Paraná, Deltan Dallagnol. A ação foi determinada pelo juiz da 10ª Vara Federal de Brasília, Vallisney de Souza Oliveira.

 

Além de Moro, procuradores da força-tarefa da Lava Jato no Paraná foram hackeados. Diálogos mantidos no auge da investigação entre eles e o então juiz Sérgio Moro foram vazados e publicados pelo site The Intercept, indicando um suposto conluio. Moro e os procuradores não reconhecem a autenticidade das mensagens a eles atribuídas.

 

A PF cumpriu quatro mandados de prisão temporária e sete de busca e apreensão em São Paulo, em Araraquara e Ribeirão Preto. Os mandados foram cumpridos pelo delegado da PF Luiz Flávio Zampronha, que investigou o escândalo do Mensalão.

 

“As investigações seguem para que sejam apuradas todas as circunstâncias dos crimes praticados”, informou a PF.

 

 

Spoofing, segundo a Federal, é um tipo de falsificação tecnológica que procura enganar uma rede ou uma pessoa fazendo-a acreditar que a fonte de uma informação é confiável quando, na realidade, não é. A operação mira uma ‘organização criminosa que praticava crimes cibernéticos’.

 

Moro teve o aparelho celular desativado em 4 de junho, após perceber que havia sido alvo de ataque virtual. O celular do ministro foi invadido por volta das 18h. Ele só percebeu após receber três telefonemas do seu próprio número. O ex-juiz, então, acionou investigadores da Polícia Federal, informando da suspeita de clonagem.

 

O último acesso de Moro ao aparelho foi registrado no WhatsApp às 18h23 daquele dia.

 

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