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GAROTOS DE RECADO: Advogado e bacharel em direito tiveram casas e escritórios vasculhados pela PF

Eles são acusados pela Polícia Federal de serem “garotos de recado” da facção criminosa Comando Vermelho

AC24HORAS

17 de Julho de 2019 às 15:14

GAROTOS DE RECADO: Advogado e bacharel em direito tiveram casas e escritórios vasculhados pela PF

FOTO: (Divulgação)

O advogado Max Araújo e o bacharel em direito Jimi Arruda foram um dos principais alvos da Operação Tróia, desencadeada pela Polícia Federal em parceria com o Gaeco do Ministério Público do Acre na manhã desta quarta-feira, 17, em Rio Branco e Ji-Paraná, em Rondônia.

 

 

Eles são acusados pela Polícia Federal de serem “garotos de recado” da facção criminosa Comando Vermelho. Os dois foram encaminhados nas primeiras horas da manhã de hoje a Sede da Polícia Federal. Suas residências e os escritórios aonde trabalham foram vasculhados por agentes da Polícia Federal que cumpriam mandados de busca e apreensão. Ao total, foram cumpridos cerca de 38 mandados, dentre os quais 20 prisões preventivas e 18 mandados de busca e apreensão.

 

Sobre os advogados, o delegado Fares Fegali destacou que os profissionais da advocacia agiam como “garotos de recados” da facção. “Como somente eles tinham acesso aos presidiários que estavam no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), eles levavam informações tanto para dentro quanto para fora do presídio. Nós o classificamos como criminosos e eles responderão a isso”, pontuou o investigador ressaltando que eles responderão por Promoção de Organização Criminosa.

 

ac24horas apurou que após depoimento aos delegados da PF, Max e Jimes foram liberados e que ainda não está clara a acusação que pesa sobre Jimes pois ele seria apenas um estagiário de um escritório.

 

A PF revelou durante uma coletiva que o presidente e o vice-presidente que articulavam o Comando Vermelho no Acre foram presos e que 10 conselheiros da facção também foram detidos. Devido o processo ainda está em segredo de justiça, os delegados não informaram os nomes dos alvos.

 

Segundo o delegado Fares Fegali, responsável pela investigação, a operação visa desarticular os trabalhos do Comando Vermelho no Estado que variava entre extermínios, roubos, tráfico de drogas e armas promoção de organização criminosa.

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