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PAROU: Para Itaú e Bradesco, país entrou em recessão

A produção industrial de março confirmou que o setor não apresenta sinais de retomada

HORA DO POVO

15 de Maio de 2019 às 14:12

PAROU: Para Itaú e Bradesco, país entrou em recessão

FOTO: (Divulgação)

O Itaú Unibanco e o Bradesco pioraram as estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos pelo país – deste ano e preveem queda na economia no primeiro trimestre.

 

Na útima segunda-feira (13), o Itaú divulgou que revisou suas expectativas para o PIB de queda de 0,1% para 0,2% no primeiro trimestre na comparação com o quarto trimestre do ano passado, após ajuste sazonal.

 

Segundo relatório do Bradesco, divulgado na sexta-feira (10), a economia encolheu 0,2% nos três primeiros meses do ano em relação aos últimos três meses do ano passado. “A produção industrial de março confirmou que o setor não apresenta sinais de retomada, com praticamente todas as aberturas registrando queda desde meados do ano passado”, disse o banco.

 

“Reconhecemos que o ritmo de crescimento no começo de ano ficou aquém do esperado e revisamos a expectativa de alta do PIB de 2019, de 1,9% para 1,1%”, informou o banco em relatório assinado pelo economista-chefe do Bradesco, Fernando Honorato Barbosa.

 

O Itaú também disse que não espera nada além de 1% de expansão do PIB, o que seria um resultado ainda pior que o do ano passado.

 

FOCUS

 

O Banco Central divulgou, na segunda-feira (13), o Boletim Focus. Pela 11ª semana consecutiva os representantes do mercado financeiro ouvidos pelo Banco Central (BC) reduziram a previsão de crescimento da economia em 2019. A estimativa para o resultado do PIB que na semana passada pela primeira vez no ano ficou abaixo dos 1,5% (1,49%), foi revisada para 1,45%.

 

No início de 2019, este mesmo mercado que agora prevê o Brasil nas margens da recessão, estimava crescimento de 2,53%. De lá para cá, as previsões vêm caindo a cada semana.

 

O gráfico que ilustra a velocidade da redução das expectativas do Focus impressiona, mas a divulgação dos últimos dados sobre queda no volume de produção da indústria brasileira, aumento do desemprego e recuo nas vendas do varejo e dos serviços fez com que os bancos revisassem suas previsões para o PIB.

 

Há quem oportunisticamente diga que o condicionante para as expectativas frustradas tem qualquer coisa a ver com as articulações emperradas para a reforma da Previdência.

 

De olho nos recursos da Previdência Social, o Itaú afirma que a reforma será “um gatilho para o crescimento”. Do banco, é claro, que lucra com as abusivas taxas de juros. E ainda chantageia: “não há espaço para cortes nas taxas de juros antes que a reforma seja votada, mas haverá após sua aprovação”, asseverou o Itaú, que teve um lucro líquido no primeiro trimestre de R$ 6,877 bilhões. Um crescimento de 7,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

 

Entretanto, apesar da vocação do mercado para tudo que é especulativo, as previsões se baseiam mesmo em uma economia completamente arrasada, com o consumo no chão, o desemprego elevado e investimento zero.

 

A família Setúbal pode muito bem ser defensora fervorosa da reforma que pretende passar para os bancos a tutela dos benefícios previdenciários, mas atribuiu a redução à revisão ao PIB industrial do primeiro trimestre. O Bradesco também citou, em nota, a criação de empregos que está “desacelerando”.

 

Segundo o boletim Focus, a projeção para a alta da produção industrial de 2019 caiu de 1,76% para 1,70%. Há um mês, estava em 2,30%.

 

AJUSTE

 

A crise é resultado justamente da aplicação de uma política perversa de “ajuste” e retirada de direitos e as reformas pretendidas apenas aprofundarão a recessão e a desigualdade. Vide a reforma trabalhista aprovada sob a justificativa de que era necessário facilitar os regimes de contratação para criação de mais empregos. O desemprego explodiu no país: 13,4 milhões de brasileiros.

 

O “ajuste” fiscal levou o país à recessão em 2015/2016, com o PIB negativo em 3,5% e 3,3% respectivamente (dados revisados pelo IBGE). Em 2017, o PIB foi de 1,1% e 2018 repetiu o fraco desempenho do ano anterior.

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