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MISTÉRIO: Vereador é assassinado a tiros e tem arma e quase dez mil roubados

Dois delegados foram designados pela cúpula da SSP para investigar o assassinato do ex-presidente da Câmara de Maranhãozinho, em Santa Luzia do Paruá

O ESTADO

25 de Abril de 2019 às 11:10

MISTÉRIO: Vereador é assassinado a tiros e tem arma e quase dez mil roubados

FOTO: (Divulgação)

A Polícia Civil investiga a possibilidade de o ex-presidente da Câmara Municipal de Maranhãozinho, vereador João Pereira Serra, o Jango (PSD), de 46 anos, ter sido vítima de um crime de encomenda, mesmo com os executores terem roubado a quantia de R$ 8 mil e uma arma de fogo que estavam com a vítima o parlamentar que foi executado na manhã de terça-feira, 23, na zona rural de Santa Luzia do Paruá.

 

João Pereira da Serra, conhecido como Jango | Foto: Divulgação

 

Dez políticos com ou sem mandados já foram assassinados entre os anos de 2015 a 2019 no Maranhão. “Ainda não descartamos nenhuma linha de investigação sobre esse caso”, disse o delegado Jeffrey Furtado, da Superintendência de Homicídio e Proteção a Pessoas (SHPP), designado junto com o delegado Clarismar Campos, para investigar o assassinato do vereador, com o apoio de uma equipe da Delegacia Regional de Zé Doca.

 

Jeffrey Furtado informou, ainda, que em companhia de outros policiais militares e civis, acompanhou ontem o trabalho dos peritos do Instituto de Criminalística (Icrim) no local onde ocorreu o crime. Várias pessoas já foram ouvidas como testemunhas, entre elas, o empregado do vereador, nome não revelado, que estava no local do crime, e que ficou ferido de estilhaços de chumbo, e familiares do parlamentar.

 

Ainda de acordo com Jeffrey Furtado, o corpo do político foi levado ainda na terça-feira para o Instituto Médico Legal (IML), em São Luís, para a autópsia e liberado em seguida aos familiares. “O trabalho de investigação está no começo e aguardamos o resultado dos exames periciais é de suma importância para a elucidação desse caso”, disse o delegado.

 

Assassinato

 

O empregado do vereador João Pereira Serra, vaqueiro da fazenda, disse aos policiais que estava no carro com a vítima no momento do crime, quando surgiram dois homens do matagal, e dispararam vários tiros em direção ao parlamentar que foi atingido e morreu no local.

 

Eles, então, revistaram a vítima e pegaram a quantia de R$ 8 mil e a arma de fogo que estava com ela. Após a fuga dos criminosos, o vaqueiro comunicou o caso aos familiares do político, que acionaram a polícia. "Há possibilidade de os executores sejam moradores da localidade e estariam de tocaia, aguardando o vereador”, disse o delegado.

 

Outros casos

 

O vereador João Pereira Serra, o Jango (PSD) foi décimo político executado em menos de quatro anos no Maranhão. Foram oito vereadores e dois prefeitos mortos em cidades diferentes. O último prefeito morto foi de Davinópolis, Ivanildo Paiva (PRB), de 57 anos, no dia 11 de novembro do ano passado, na zona rural dessa cidade.

 

O caso foi investigado pela Polícia Civil, e durante o inquérito, oito pessoas foram presas por decisão judicial. Entre os presos, o vice-prefeito de Davinópolis, José Rubem Firmo, apontado como mandante do crime.

 

De acordo com a polícia, a motivação desse crime teria sido promessas não cumpridas a José Rubem, como o pagamento de R$ 300 mil após a reeleição da chapa, além de a vítima não ter entregue ao vice o controle político da Secretaria de Educação do município. Esses acordos teriam sido feitos a época da campanha quando ambos buscavam a reeleição.

 

Outro assassinato que, segundo a polícia, teve motivação política foi a morte do vereador de Godofredo Viana, César Augusto, conhecido como César da Fármacia, em dezembro de 2016. O presidente da Câmara de Vereadores, Francisco do Nascimento, teria tentado negociar sua permanência no cargo, mas como não conseguiu influenciar o seu colega, optou por mandar matá-lo.

 

O crime contou, também, com a participação do vereador José Gomes da Silva, que segundo a polícia, tinha ficado na suplência durante as eleições e pretendia assumir o cargo com a morte do César, e posteriormente votaria pela permanência de Francisco Nascimento na presidência da Câmara.

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