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TRANSPORTE ESCOLAR: Prefeito em Brasília e estudantes perdem mais uma semana de aulas

A ideia de afastamento de Hildon Chaves começa a ganhar força na Câmara dos Vereadores

RONDONIAOVIVO - JOÃO PAULO PRUDÊNCIO

6 de Abril de 2019 às 11:22

TRANSPORTE ESCOLAR: Prefeito em Brasília e estudantes perdem mais uma semana de aulas

FOTO: (Divulgação)

A semana foi complicada para os mais de 4 mil estudantes das áreas rurais e ribeirinhas de Porto Velho que fecharam a semana sem iniciar o ano letivo, mesmo com a promessa da prefeitura de que iniciaria nesta última segunda-feira (1).

 

Logo pela manhã, do dia primeiro de abril, milhares de crianças esperaram o transporte escolar, mas nada apareceu. Mais uma vez, o secretário de Educação do município, dessa vez o recém nomeado, Márcio Felix, anunciou à comunidade que precisaria de mais quinze dias para regularizar o serviço de forma emergencial.

 

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Foi o suficiente para gerar a indignação das comunidades que dependem desse serviço e estão vendo suas crianças fora da escola e o primeiro bimestre do não letivo acabar sem ser desfrutado pelos alunos. Protestos e denuncias contra o prefeito Hildon Chaves e seus apoiadores se espalharam nessas comunidades.

 

Com a situação fora de controle o Ministério Público Estadual – MP/RO precisou intervir e através da promotoria, que fiscaliza a educação no estado, anunciou que caso a prefeitura não resolvesse o problema o mais breve possível, o prefeito seria responsabilizado e o caso ajuizado.

 

Serviço do transporte fluvial de estudantes está suspenso em Porto Velho prejudicando o inicio do ano letivo | Foto: Divulgação/Internet
 

 

MP faz pressão

 

O promotor Marcelo Lima, recomendou que a prefeitura da capital realizasse uma força tarefa com todos os órgãos competentes para agilizar o processo de licitação final da empresa que realizará o transporte escolar dessas crianças.

 

Na região de Porto Velho são mais de 1200 crianças que dependem dos serviços de lanchas escolares. A antiga empresa que realizava esse transporte retirou todas as embarcações do rio após o final de contrato, que antecedeu o embate com a prefeitura, e está prejudicando os estudantes ribeirinhos desde outubro do ano passado.

 

O MP/RO ainda pediu que a prefeitura apresentasse um planejamento de resolução do problema até essa última sexta-feira (5), mas a confirmação da apresentação do estudo ainda não chegou ao conhecimento da imprensa ou comunidade.

 

Um fato curioso é que a empresa que ganhou o direito de prestar o serviço de transporte fluvial é da cidade de Choró, interior do Ceará, e tem como foco em suas atividades o transporte de água para comunidades em área de seca.

 

Afastamento

 

Em meio a todo esse imbróglio, o prefeito Hildon Chaves viajou na tarde da última segunda-feira (data prevista para início das aulas) e retornou apenas na sexta-feira(06). O destino de sua viagem foi o Distrito Federal (Brasília), onde buscou recursos para a saúde e educação. Porém, a extensa pauta de uma semana de reuniões não foi especificada pela prefeitura.

 

Impaciente, a comunidade já começa a buscar meios para resolver o problema. Um deles é a intervenção das Forças Armadas para garantir o início das aulas a essas crianças, que sofrem com a morosidade do poder público em resolver essa questão.

 

Na Câmara de Vereadores, um pedido de afastamento de Hildon Chaves já está sendo analisado pela bancada da oposição, que vem tomando cada vez mais força a cada tropeço do prefeito com a população portovelhense. Uma enquete promovida durante a semana no Facebook do Rondoniaovivo e que contou com mais de três mil votos, teve mais de 70% de internautas favoráveis ao afastamento.

 

Resta aguardar como Hildon irá se mobilizar durante a semana que se aproxima e que permanecerá com os estudantes fora da sala de aula.

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