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GESTO HISTÓRICO: Bolsonaro visita Muro das Lamentações com Netanyahu em Israel

Presidente deixa bilhete escrito 'Deus, olhe pelo Brasil' em fresta da ruína do templo judaico

VEJA

1 de Abril de 2019 às 11:44

GESTO HISTÓRICO: Bolsonaro visita Muro das Lamentações com Netanyahu em Israel

FOTO: (Divulgação)

Escoltado pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, o presidente Jair Bolsonaro visitou nesta segunda-feira, 1, o Muro das Lamentações, sob forte chuva de granizo e deixou em sua frestas um bilhete escrito “Deus, olhe pelo Brasil”. Esta é a primeira vez que o premiê israelense acompanha um chefe de Estado em visita oficial ao local sagrado para os judeus, na porção oriental de Jerusalém. A soberania dessa área é reivindicada pelos palestinos.

 

Esse compromisso foi interpretado como uma tentativa de favorecer a reeleição de Benjamin Netanyahu. Governante há 10 anos de Israel, o premiê concorrerá a mais um mandato no cargo no próximo dia 9, quando serão realizadas as eleições parlamentares no país.

 

Com cautela para não desagradar ainda mais aos eleitores muçulmanos, no caso do primeiro-ministro, e aos países árabes, no caso do presidente brasileiro, o programa previu uma visita de ambos à Mesquita Sharey Tshuva, dentro de túneis do complexo do Muro das Lamentações. Netanyahu e Bolsonaro assinaram o livro de visitantes da mesquita.

 

Os túneis são os resquícios das construções feitas ao redor do templo judaico antes de sua destruição, no século I.  Anos depois da destruição, os árabes limparam e secaram o local, onde construíram esta que é a mesquita mais próxima do antigo templo judaico.

 

O Muro das Lamentações é o segundo local mais sagrado para o judaísmo. A parede, formada por pedras de calcário, foi o que restou do chamado Segundo Templo de Jerusalém, construído no lugar do Templo de Salomão. Um rabino deu as explicações ao presidente brasileiro sobre o significado da ruína.

 

A decisão do governo brasileiro em aceitar o convite de Netanyahu para a visita marca uma mudança na política externa em favor de Israel, em detrimento das relações com a Autoridade Palestina. O general Augusto Heleno, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, chegou a mencionar no domingo que uma visita presidencial aos territórios palestinos não chegou a ser cogitada.

 

O Muro das Lamentações fica no setor leste de Jerusalém, parte do território ocupado por Israel desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967. Para muitos, visitar o local ao lado do líder israelense significa reconhecer a soberania do país sobre a região, em detrimento dos palestinos.

 

Netanyahu acompanhou o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, em uma visita ao local no mês passado. O presidente Donald Trump, contudo, conheceu o local sem a presença do premiê israelense em sua passagem pelo país.

 

Antes de visitar o Muro, Bolsonaro foi à Basílica do Santo Sepulcro, também na Cidade Velha. Segundo a tradição cristã, Jesus teria sido sepultado no local.

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