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HOJE: Marcola deixa presídio de Porto Velho e será transferido para Brasilia

Em fevereiro deste ano, o criminoso, que estava cumprindo pena na Penitenciária II de Presidente Venceslau (SP), foi levado para Rondônia

METRÓPOLES

22 de Março de 2019 às 08:57

HOJE: Marcola deixa presídio de Porto Velho e será transferido para Brasilia

FOTO: (Divulgação)

O chefe máximo do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marcos Williams Herbas Camacho, mais conhecido como Marcola, será transferido nesta sexta-feira (22/3) para o Presídio Federal de Brasília. Em fevereiro deste ano, o criminoso, que estava cumprindo pena na Penitenciária II de Presidente Venceslau, em São Paulo, foi levado para Rondônia.

 

Penitenciária Federal de Porto Velho (RO) | Foto: Divulgação/Depen

 

Na época, o Ministério da Justiça justificou a medida afirmando que “o isolamento de lideranças é estratégia necessária para o enfrentamento e o desmantelamento de organizações criminosas”.

 

Além de Marcola, outros três integrantes do PCC serão transferidos para Brasília. A chegada deles ocorre no mesmo dia em que a Polícia Civil e o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) fazem operação contra a expansão da facção criminosa no DF.

 

Memória


Após a transferência de lideranças da facção para o presídio federal de Brasília, em 13 de fevereiro, a Divisão de Repressão às Facções Criminosas realizou sete prisões de integrantes do PCC. O reforço nas investigações teve início em 2014, ano em que o grupo criminoso deu início a um projeto de expansão nacional e passou a tentar se radicar na capital federal, segundo a Polícia Civil.

 

Desde então, já foram deflagradas seis grandes operações policiais, resultando na prisão de 270 integrantes da organização criminosa que atuavam na capital federal e em Goiás.

 

As últimas sete prisões aconteceram em Brasília, Goiás, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Os membros da facção presos no Distrito Federal foram capturados nas regiões administrativas de Samambaia e Ceilândia.

 

Organização


Diligências policiais apontam que a história do PCC em Brasília começou em 5 de março de 2001, após o chefe máximo da organização desembarcar no DF. Depois de peregrinar por diversos presídios do país, Marcola foi recolhido ao Centro de Internação e Reeducação (CIR). Apesar da estada ter sido curta – ficou encarcerado até 8 de fevereiro de 2002 –, deixou marcas profundas tanto na mentalidade da massa carcerária quanto na segurança pública candangas.

 

No curto período em que esteve na Papuda, Marcola criou um braço do PCC chamado pelos criminosos de Partido Liberdade e Direito (PLD). Investigadores identificaram que a facção havia sido criada nos mesmos moldes da organização paulista, inclusive em relação às regras contidas em seu estatuto.

 

A organização criminosa definiu uma série de terminologias para facilitar a comunicação dentro da Papuda. As ordens da cúpula eram transmitidas de dentro dos presídios pelos “torres”, bandidos responsáveis pelo repasse de informações aos “pilotos”, presidiários escolhidos para coordenar os integrantes do PCC que estavam atrás das grades.

 

Os levantamentos feitos pela polícia mapearam que o organograma do PCC seria rígido e semelhante a uma estrutura militar, com níveis de comando hierarquizados, divididos em escalões de acordo com o poder exercido pelos membros e suas respectivas funções. A organização criminosa ainda construiu uma rede de colaboradores, formada por advogados, familiares, namoradas de detentos e visitantes.

 

Conduzidas pelo regimento da organização, essas pessoas são responsáveis pela articulação dos interesses dos encarcerados fora dos presídios, dando suporte jurídico, psicológico e, principalmente, financeiro, inclusive com o gerenciamento de contas bancárias alimentadas com dinheiro faturado em ações criminosas.

 

Sobre as contas bancárias ligadas ao PCC, as apurações policiais apontam que apenas 20% delas estariam relacionadas a movimentações financeiras de alto valor, acima de R$ 100 mil. O restante seria feito por meio de pequenos depósitos.

 

Além das contas administradas pelos colaboradores da facção, grande parte dos recursos do PCC estaria ligada a empresas de fachada, como pequenas redes de supermercados, negócios imobiliários, restaurantes, agências de automóveis e até cooperativas de transporte de São Paulo.

 

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