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PÂNICO: ‘Gritavam para que fossem salvos’, relatos assustadores do incêndio em Paris

Os bombeiros tiveram dificuldades para chegar ao foco do incêndio, posto que a entrada do edifício leva a um pátio interno.

ISTO É

5 de Fevereiro de 2019 às 10:12

PÂNICO: ‘Gritavam para que fossem salvos’, relatos assustadores do incêndio em Paris

FOTO: (Divulgação)

“Da minha casa, ouvia as pessoas gritando ‘me salvem!'”. Ainda horrorizada por uma noite “infernal”, essa vizinha explica o calvário vivido pelas pessoas presas em um incêndio em um edifício de Paris, que deixou ao menso 10 mortos nesta terça-feira (5).

 

A vizinha, que não quis dar seu nome, continua trêmula e em seu rosto se reflete uma expressão de terror, depois que este incêndio, aparentemente intencional, que ocorreu em um prédio de oito andares de um bairro abastado do oeste da capital, também provocou feridas e queimaduras em 30 pessoas, incluindo seis bombeiros.

 

“Moro no edifício ao lado e vi a segunda escada em chamas, percebi o cheiro”, conta. “Vi os bombeiros que subiam e desciam, e o inferno deste fogo que não se extinguia nunca. Apagavam-no e voltava a acender”. Diante da violência das chamas, alguns moradores deste imóvel dos anos 1970 se protegeram no telhado.

 

Stéphanie, outra vizinha, declarou: “Vi pessoas que estavam com a morte na sua frente (…) Escutei gritos horríveis”. Uma moradora do edifício com “antecedentes psiquiátricos” foi detida, segundo o promotor de Paris, Rémy Heitz.

 

 Difícil acesso

 

“De início achamos que fosse uma briga, ouvimos uma mulher gritar muito forte”, conta à AFP Nicolas, um dos vizinhos, que não quis dar seu sobrenome. “Estava gritando, gritando e saímos. O edifício já estava em chamas”, acrescenta.

 

Os bombeiros tiveram dificuldades para chegar ao foco do incêndio, posto que a entrada do edifício leva a um pátio interno. “Não conseguimos usar as escadas dos caminhões e, por isso, tivemos que utilizar as escadas de mão”, segundo o capitão Valérian Fuet, porta-voz da Brigada de Bombeiros de Paris. Foram necessárias mais de cinco horas e a intervenção de 200 bombeiros para controlar o fogo.

 

“Tinham dois caminhões, as grandes escadas, mas não podiam fazer nada. Depois colocaram extensões e mais extensões, mangueiras e mais mangueiras (…) todos os pequenos recursos”, explica Nicolas.

 

“Levamos água para os bombeiros. Víamos como se revezavam (…) saíam de lá, estavam exaustos”, assegura.

 

“E você vê isso, sente o cheiro (…) Se dá conta de que é no prédio ao lado e o que poderia ter acontecido com você”, suspira a jovem vizinha, que insiste em permanecer no anonimato.

 

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