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ATENTADO: Ataque a tiros em sinagoga deixa 11 mortos, diz imprensa

O atentado aconteceu quando fiéis se reuniam para o serviço do sabat, matando frequentadores do templo, antes de ser rendido pela polícia

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28 de Outubro de 2018 às 09:26

ATENTADO: Ataque a tiros em sinagoga deixa 11 mortos, diz imprensa

FOTO: (AFP)

Onze pessoas morreram em Pittsburgh, quando um homem abriu fogo em uma sinagoga nesta cidade do leste dos Estados Unidos, reportaram neste sábado (27) veículos de comunicação americanos.

 

O jornal The Washington Post e a emissora CBS anteciparam o novo balanço, embora por enquanto não haja cifras oficiais de mortos e feridos após o ataque, que um grupo de defesa dos direitos humanos qualificou como "provavelmente o ataque mais letal contra a comunidade judaica dos Estados Unidos".

 

O atentado aconteceu quando fiéis se reuniam para o serviço do sabat, matando frequentadores do templo, antes de ser rendido pela polícia.


Israel classificou o tiroteio como "um terrível ataque antissemita".



"O suspeito do tiroteio está sob custódia, temos muitas vítimas dentro da sinagoga, três policiais foram atingidos", disse um porta-voz da polícia à mídia local.



Um porta-voz da polícia disse que três policiais foram baleados antes que o atirador fosse levado sob custódia.



A polícia ainda estava revistando o templo e seus arredores. Não foram confirmados os motivos do ataque nem a identidade do suspeito.



A congregação da Árvore da Vida estava lotada de pessoas reunidas por ocasião do serviço religioso do sabat judaico.



Imagens de TV mostravam uma equipe da SWAT, da polícia e ambulâncias na área.



"Há várias baixas", disse o comandante da polícia Jason Lando ao Pittsburgh Post-Gazette.



No Twitter, o presidente Donald Trump reagiu à notícia comentando que o tiroteio aparentemente foi "muito mais devastador do que qualquer um pensava originalmente".



Tudo começou pouco depois das 10h (horário local), quando a polícia local emitiu um alerta pedindo que os moradores da região ficassem em casa em função de "um atirador ativo" perto da sinagoga.



"Há um atirador na área de Wilkins e Shady, evite o bairro", informou o departamento de Segurança Pública da cidade, que enviou as forças policiais para o local.



A Agência Federal de Controle de Armas, Tabaco e Explosivos, a ATF, anunciou também o envio de agentes especiais.

 



Entrincheirados



Uma mulher no local disse à CNN que sua filha estava com outras pessoas que desceram as escadas do templo e se entrincheiraram no porão da sinagoga depois de ouvirem tiros.



"Eles estão seguros, mas continuam ouvindo tiros", contou à rede de notícias.



"Estou muito triste, não sei o que dizer a vocês (...) isso não deveria acontecer em uma sinagoga", declarou o presidente da Federação Judaica de Pittsburgh, Jeff Finkelstein também à CNN.
 


A polícia de Nova York disse que está reforçando a segurança em locais de culto na cidade com patrulhas adicionais.



O ataque ocorreu no bairro de Squirrel Hill em Pittsburgh, o centro histórico da comunidade judaica naquela cidade do nordeste dos Estados Unidos.



"Como resultado desta tragédia, devemos nos unir e tomar medidas para evitar essas tragédias no futuro, e não podemos aceitar essa violência como algo normal", tuitou o governador da Pensilvânia, Tom Wolf, acrescentando que disponibilizou todos meios necessários para os primeiros socorros das vítimas.

 



Ódio nos EUA



O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, expressou sua solidariedade aos Estados Unidos e às vítimas do "horrível ataque antissemita" em uma sinagoga.



"Nós nos solidarizamos com a comunidade judaica em Pittsburgh e nos solidarizamos com o povo americano diante dessa terrível violência antissemita", disse Netanyahu em um vídeo publicado em sua conta no Twitter.



Trump, por sua vez, também criticou o que chamou de "ódio nos Estados Unidos".



"É uma coisa terrível o que está acontecendo com o ódio em nosso país, francamente, e em todo o mundo", disse Trump a repórteres ao sair para uma série de atos de campanha em Indiana e Illinois.



"Algo tem que ser feito", disse o presidente. "Quando as pessoas fazem isso, devem receber a pena de morte."



"Nós esperamos informações sobre um tiroteio na Sinagoga de Pittsburgh + Árvore da Vida. Orem pelos mortos, feridos, todas as famílias afetadas, e pelos nossos corajosos primeiros socorros", tuitou o vice-presidente Mike Pence.



"Meu coração está sangrando após a notícia vinda de Pittsburgh, a violência deve parar", escreveu a primeira-dama, Melania Trump, na rede social.



A filha do presidente americano, Ivanka Trump, que se converteu ao judaísmo, condenou o ataque. "Os Estados Unidos são mais fortes do que os atos de um fanático perverso e antissemita", publicou no Twitter.



"Todos os bons americanos apoiam o povo judaico e se opõem aos atos de terror, e compartilham do horror, desgosto e indignação pelo massacre em Pittsburgh. Devemos nos unir contra o ódio e o mal ", acrescentou.



Este foi o mais recente incidente com tiroteio nos Estados Unidos, onde homens armados costumam causar mortes em massa e as armas de fogo estão ligadas a mais de 30 mil mortes por ano.

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