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SUPER LIGA: Bauru contrata a primeira transsexual para um time de vôley

Ponteira estava treinando com a equipe desde julho e agora defenderá o time bauruense profissionalmente; Estreia ainda não está definida

DA REDAÇÃO

6 de Dezembro de 2017 às 14:48

SUPER LIGA: Bauru contrata a primeira transsexual para um time de vôley

FOTO: (Divulgação)

A ponteira Tiffany será a primeira trans brasileira a atuar na Superliga feminina. Nesta terça-feira, Bauru anunciou sua contratação para a sequência da temporada 2017/18. A atleta treina junto do elenco bauruense desde julho deste ano, quando chegou para se recuperar fisicamente.

O surgimento do Bauru em minha vida foi muito legal, porque mesmo na Europa, eu sempre acompanhava os jogos. E quando recebi o convite para vir para o time me recuperar, fiquei muito feliz e não pensei duas vezes. É um time guerreiro que luta muito e espero que possa ajudar e só somar a esta equipe tão batalhadora.

A liga feminina brasileira é uma das mais fortes do mundo e o meu nível não é diferente de nenhuma das meninas. E sei que terei muitas dificuldades contra as quais terei de lutar para ajudar a equipe. Estou muito feliz com este acerto, pois, além de voltar a atuar no meu país, ainda vou estar mais perto dos meus familiares – destaca Tifanny.

A goiana Tiffany tem 33 anos (nasceu Rodrigo Pereira de Abreu) e disputou a Superliga masculina no Brasil, além de outros campeonatos entre os homens antes de fazer a transição de gênero. No início de 2017, a ponteira recebeu a permissão da Federação Internacional de Voleibol (FIVB) para competir profissionalmente entre as mulheres.

Tíffany pretendia se recondicionar na equipe paulista para depois retornar à Europa, mas acabou ficando em definitivo ao aceitar a proposta. Mesmo contratada, a estreia ainda está indefinida e depende da documentação de inscrição. Desde 2016, o COI (Comitê Olímpico Internacional) permite a participação de homens em competições femininas, mas com a testosterona controlada. Não há a necessidade de cirurgia de mudança de sexo.

A primeira [regra] era só para quem tinha feito a cirurgia, que é o meu caso, e a segunda é a que tem de estar com a taxa de testosterona abaixo de 10, que também é o meu caso. Quem não se enquadra, especialmente na taxa de testosterona, é considerado doping e pode ser punido com suspensão de dois anos das competições – comenta a atleta.

 

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