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Ex-estagiário da JF é preso por repassar informações privilegiadas

Ele atuou em Londrina e usou senha de trabalho para buscar informações sobre investigações

DA REDAÇÃO

20 de Novembro de 2017 às 14:18

Ex-estagiário da JF é preso por repassar informações privilegiadas

FOTO: (Divulgação)

Um ex-estagiário da Justiça Federal de Londrina, no Paraná, foi preso temporariamente na manhã desta segunda-feira, suspeito de acessar informações referentes à prisão do traficante Luiz Carlos da Rocha, conhecido como "Cabeça Branca" e apontado pela Polícia Federal como o maior traficante da América do Sul. Estagiário de direito, o rapaz teria usado a senha destinada exclusivamente para seu trabalho na Vara Previdenciária de Londrina para ter acesso irregularmente ao processo criminal da Operação Spectrum. Além da prisão, dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Londrina.

O uso da senha foi percebido pela 23ª Vara Federal de Curitiba, que forneceu detalhes dos acessos do estagiário, que teriam ocorrido após a quebra do sigilo telemático determinado pela Justiça no processo da Operação Spectrum. Os acessos ilegais teriam ocorrido em outros estados brasileiros e até mesmo no Paraguai, por meio da mesma senha. Segundo investigações da Polícia Federal, o estagiário possui ligações "diretas e íntimas" com parentes do traficante.

Segundo a Polícia Federal, a quebra de sigilo permitiu identificar os usuários dos inquéritos policiais no exato momento do acesso e eles serão ouvidos durante a investigação.

O traficante Luiz Carlos da Rocha foi preso pela Polícia Federal (PF) no dia 1º de julho na cidade Sorriso, em Mato Grosso, com uma nota de R$ 5, outra de R$ 2 e moedas que totalizavam cerca de R$ 10. Ele estava numa padaria, onde foi comprar pão.

Dono de um patrimônio avaliado em pelo menos US$ 100 milhões (R$ 325 milhões) ele estava no topo da lista de procurados pela PF. Seguem nesta lista outros seis nomes: o libanês Joseph Nouheddine Nasrallah e os brasileiros Jorge Luís da Silva, Álvaro Daniel Roberto, João Aparecido Ferraz Neto, Adalberto Pagliuca Filho e Marcelo Fernando Pinheiro Veiga. Os seis são considerados criminosos de um nível inferior ao alcançado por Cabeça Branca, mas que continuam em atividade.

A operação desta segunda-feira foi batizada de "Operação Controle" - uma referência direta do total controle que a Justiça Federal, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal têm sobre os procedimentos e que as senhas fornecidas a estagiários são integralmente monitoradas.


 

 

 

 

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