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PROTESTO - Brasileiros se manifestam a favor da Lava Jato em todo o país

Durante a semana passada, deputados liderados pelo presidente da Casa, Rodrigo Maia, manobraram para aprovar uma versão desfigurada das 10 medidas contra a corrupção. O projeto foi proposto pelo Ministério Público Federal, teve campanha da força-tarefa da

ÉPOCA

4 de Dezembro de 2016 às 22:43

PROTESTO - Brasileiros se manifestam a favor da Lava Jato em todo o país

FOTO: (Divulgação)

As camisetas amarelas voltaram às ruas neste domingo (4). Em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília,  além de cerca de 200 cidades, houveram manifestações de apoio à operação Lava Jato, contra o presidente do Senado, Renan Calheiros e contra o pacote anticorrupção da forma como foi encaminhado pela Câmara.

Durante a semana passada, deputados liderados pelo presidente da Casa, Rodrigo Maia, manobraram para aprovar uma versão desfigurada das 10 medidas contra a corrupção. O projeto foi proposto pelo Ministério Público Federal, teve campanha da força-tarefa da Lava Jato e chegou ao Congresso apoiado por mais de 2 milhões de assinaturas. Na Câmara, o texto abriu uma brecha para a anistia ao caixa dois.

Em São Paulo, na Avenida Paulista, Rogério Chequer, do Movimento Brasil Livre, comandou um coro. "Acabou a fase da memória curta. O brasileiro não aceitará mais essa forma corrupta de fazer política. Não importa o partido", disse, e foi acompanhado pela multidão. “Fora Renan!”. Panelas, poucas, se fizeram ouvir.

Em Brasília, o protesto reuniu na Esplanada dos Ministérios cerca de 5 mil participantes, segundo a Polícia Militar – ou 15 mil, segundo os organizadores. A Polícia cercou com grades os prédios públicos, para evitar atos de vandalismo como os vistos no dia 29, no protesto contra a votação da PEC do teto de gastos públicos. Não foi necessário. A manifestação foi pacífica.

No Rio, a Avenida Atlântica concentrou manifestações a favor de Marcelo Bretas, juiz que pediu a prisão do ex-governador Sérgio Cabral Filho, das 10 medidas contra a corrupção e contra Renan Calheiros e Rodrigo Maia, presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados. Bonecos infláveis de moro, como super-heroi, foram vendidos por R$ 10.

Em São Paulo, os manifestantes encheram cinco quarteirões da Avenida Paulista. Nas ruas, basicamente o mesmo público que lotou os protestos que levaram ao impeachment de Dilma. Faziam coro a favor da Lava Jato. Gritavam homenagens ao juiz Sérgio Moro. O pixuleco de Lula fez companhia ao de Renan Calheiros, presidente do Senado. Rodrigo Maia, presidente da Câmara, também foi alvo de protestos em São Paulo. A manifestação terminou pacífica. Segundo a PM, foram 15 mil pessoas.

Planalto divulgou nota sobre os protesto. Foi assinada pela Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República. Diz: "A força e a vitalidade de nossa democracia foram demonstradas mais uma vez, neste domingo, nas manifestações ocorridas em diversas cidades do país. Milhares de cidadãos expressaram suas ideias de forma pacífica e ordeira. Esse comportamento exemplar demonstra o respeito cívico que fortalece ainda mais nossas instituições. É preciso que os Poderes da República estejam sempre atentos às reivindicações da população brasileira."

A onda de protestos do domingo foi um movimento depurado de baderneiros ligados a centrais sindicais, black blocs e apologistas dos governos militares. Na fraseologia legislativa, um quórum qualificado estava nas ruas. Importava para o presidente Michel Temer saber se a fúria digital desencadeada após as emendas feitas pelos parlamentares no projeto de iniciativa popular encabeçado pelo Ministério Público, quando ganhasse as ruas com os protestos, responsabilizaria-no pela manobra que desconfigurou o projeto original, tornando-o uma mordaça e ameaça a juízes e integrantes do MP. Temer, pelos primeiros sinais emitidos na capital, escapou. Na fila, há personagens que atraíram a ira popular em primeiro lugar. Em Brasília, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), foi alvo dos megafones. Não escapou, embora com menos citações, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que comandou a votação na madrugada de quarta-feira. A aparente imunidade que pairou sobre Temer neste domingo é, no entanto, precária. Se avançar a agenda legislativa que prevê, por exemplo, alterações na Lei de Abuso de Autoridade para enquadrar juízes e procuradores, Temer será arrastado para os pulmões dos manifestantes.

 

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