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A pedido do governo, médicos cubanos ficam no Brasil até novembro

Embora já estivesse prevista a possibilidade de continuação do programa, a edição da Medida Provisória 723, feita às vésperas do afastamento de Dilma Rousseff, provocou desconforto no governo cubano.

DA REDAÇÃO

19 de Julho de 2016 às 11:20

A pedido do governo, médicos cubanos ficam no Brasil até novembro

FOTO: (Divulgação)

Comunicado oficial do governo cubano determina a prorrogação da permanência no Brasil, até novembro, de 1.672 profissionais que participam do Mais Médicos em razão das Olimpíadas e das eleições. O grupo deveria voltar entre julho e agosto, quando o contrato de três anos se encerra. Embora já estivesse prevista a possibilidade de continuação do programa, a edição da Medida Provisória 723, feita às vésperas do afastamento de Dilma Rousseff, provocou desconforto no governo cubano.

O governo brasileiro não consultou Cuba nem a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) durante o processo de elaboração da MP. A medida também abriu a possibilidade de permanência dos médicos que já estão aqui por mais três anos, para além da prorrogação do programa, contrariando as regras de Cuba, que requer a substituição de todos os profissionais. O Ministério da Saúde brasileiro comunicou que as reposições vão ocorrer regularmente. O governo informou que 500 novos médicos cubanos chegam nesta semana ao Brasil para reforçar o programa. “As vagas desocupadas por médicos brasileiros e de outras nacionalidades selecionadas por edital são repostas por meio de chamadas trimestrais. No caso dos médicos cubanos, a substituição é feita diretamente pela Opas com o governo de Cuba. Na última semana, desembarcaram no país 50 médicos e a previsão é que mais 500 cheguem nesta semana e outros voos nos próximos dias”, atestou a pasta.

No comunicado, Cuba define um cronograma de retorno e pede sigilo sobre o tema. Diz ainda que os médicos devem devolver os tablets recebidos e deixar o Brasil sem possuir nenhuma dívida. “De 1º a 2 de novembro, retornarão à pátria em dois voos, um por dia, com o fim da missão, os 347 médicos que restam do grupo de 400 (alguns já retornaram e outros, por outras causas, já não estão na missão). De 4 a 9 de novembro, sairão em um voo diário, da mesma forma, os 1.325 médicos que restam do grupo dos 2.000 (alguns já retornaram à pátria e outros, por outras causas, já não estão na missão)”, afirma o documento.

VEJA TAMBÉM: Reação a médicos cubanos se deve a reserva de mercado

 

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