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Deputado move ação contra promotor que investiga triplex do Guarujá

Deputado move ação contra promotor que investiga triplex do Guarujá

DA REDAÇÃO

2 de Fevereiro de 2016 às 09:22

Deputado move ação contra promotor que investiga triplex do Guarujá

FOTO: (Divulgação)

O Deputado Federal Paulo Teixeira (PT-SP) protocolou, nesta segunda-feira, representação contra o promotor de Justiça Cassio Roberto Conserino, por “transgressões cometidas” por ele. No documento, registrado no Ministério Público de São Paulo, Teixeira pede providências para que sejam resguardados “o inequívoco e reconhecido prestígio e a dignidade do MPSP”.

Cássio Conserino comanda as investigações sobre a transferência de prédios inacabados da Bancoop, a cooperativa do sindicato dos bancários que se tornou insolvente, para a OAS. No fim de semana passado, Conserino disse já ter reunido informações suficientes para denunciar Lula em relação ao triplex.

O promotor também investiga se houve crime de lavagem de dinheiro, uma vez que a OAS, além desse processo em São Paulo, é investigada em Curitiba, na Operação Lava-Jato.

De acordo com nota enviada à imprensa, o deputado menciona entrevista recente publicada pela revista “Veja”, na qual Conserino anuncia, antes mesmo de colher depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de sua mulher, Marisa Letícia, que ambos “serão denunciados” porque, de forma categórica, sem o benéfico da dúvida, “tentaram, com a ajuda da OAS, ocultar patrimônio no crime de lavagem de dinheiro”. Paulo Teixeira, que também é advogado e atualmente ocupa a vice-liderança do Governo Federal na Câmara dos Deputados, afirma que “verifica-se, portanto, que o noticiado ofereceu a primazia de suas conclusões antecipadas à revista”.

Para o deputado, ainda de acordo com a nota, Lula e sua mulher foram constrangidos publicamente, “de forma a exterminar as mais básicas garantias da Constituição Federal, tais como a presunção da inocência (CF/88, art. 5º, LVII), o resguardo da imagem à intimidade e à honra (CF/88, art. 5º, X) e, ainda, ao devido processo legal (CF/88, art. 5º, LIV).” Teixeira aponta que a atitude é incompatível com a conduta de um membro do Ministério Público.

A representação menciona ainda outros meios de comunicação aos quais Conserino teria exposto juízo de valor em relação aos investigados, mesmo sem resultado conclusivo das investigações nem mesmo depoimentos prestados pelos acusados.

 

 

 

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