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Polícia Civil confirma 15 mortes de mulheres por motoqueiros

Policiais ainda investigam outros três casos: duas tentativas de homicídio e a morte de um homem.

DA REDAÇÃO

6 de Agosto de 2014 às 10:33

Polícia Civil confirma 15 mortes de mulheres por motoqueiros

FOTO: (Divulgação)

A Polícia Civil de Goiânia confirmou que 15 mulheres foram assassinadas desde 19 de janeiro deste ano. Doze mortes já estavam confirmadas, mas outros três casos foram incluídos na investigação iniciada por uma força-tarefa para solucionar os crimes por terem características semelhantes aos outros.

Segundo a polícia, nenhuma hipótese está descartada e uma das linhas de investigação é de um suposto assassino em série. A sucessão de crimes tem causado pânico na cidade.

Ainda segundo a polícia, a força-tarefa ainda investiga outros três casos: duas tentativas de homicídio contra mulheres e a morte de um homem, mas ainda não se sabe porque eles foram incluídos na investigação. A identidade deste homem ainda não foi divulgada. 

A última morte foi da adolescente Ana Lídia Gomes, de 14 anos, que ocorreu no último fim de semana. Ela foi abordada ao parar no porto de ônibus. A garota levou dois tiros e morreu no local. A família da vítima foi ouvida na terça-feira (6).  

Os crimes acontecem em diferentes regiões de Goiânia. Nenhuma das vítimas tinha passagem pela polícia e todas foram baleadas na parte de cima do corpo. As vítimas são jovens com perfis semelhantes, idades entre 14 e 29 anos, bonitas e morenas.

Dois mandados de prisão estão em aberto para pessoas diferentes. Um retrato falado também está sendo feito com a ajuda de testemunhas. 

Em todos os casos, o criminoso é um homem. Ele chega em uma moto escura e usa capacete. De acordo com a polícia, em alguns casos, ele chega e atira. Em outros, ao abordar a vítima, ele pede o celular. Quando ela se vira para pegar o aparelho, o criminoso atira. Em todos os casos, o homem foge sem levar nada.  

A força-tarefa montada pela Polícia Civil de Goiás é formada por 15 delegados e mais de 20 agentes. Nenhum caso foi esclarecido ainda. Dois suspeitos chegaram a ser presos, mas foram liberados por falta de provas. A polícia está ouvindo parentes das vítimas.  

Lívia Duarte é policial civil e irmã de uma das vítimas, assassinada em março. A família tem outros cinco policiais e faz uma investigação particular há quatro meses sem sucesso. Agora oferece uma recompensa de R$ 10 mil por informações sobre o assassino. 

A polícia pede calma à população. Muitos boatos estão sendo espalhados pelas redes sociais, inclusive com informações falsas sobre novas vítimas. O medo da ação de um ou mais motoqueiros está mudando o hábito das mulheres em Goiânia. Elas buscam sair sempre acompanhadas e procuram evitar situações que ofereçam riscos.

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