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Moradores sinalizam rua para alertar sobre o risco de assalto e morte

Moradores sinalizam rua para alertar sobre o risco de assalto e morte

DA REDAÇÃO

10 de Março de 2014 às 10:19

Moradores sinalizam rua para alertar sobre o risco de assalto e morte

FOTO: (Divulgação)

Nos postes, as propagandas que dizem trazer um amor de volta foram substituídas por cartazes que avisam sobre o risco de assalto e morte. Na rua Crisanto Moreira da Rocha, no bairro Cambeba, os casos de violência levaram moradores dos condomínios da área a colar os cartazes e viver na desconfiança.

A rua é como diversas ruas da Fortaleza de tantas realidades longe da ideal. Sem calçamento, os buracos e a terra tomam conta de onde passam carros na via. O terreno verde que margeia a rua sofre com o descuido e foi tomado pelo lixo. E é lá, comentam moradores, que se escondem aqueles que realizam os assaltos.

O modo de ação para a abordagem do assalto aproveita a falta de urbanização e a necessidade dos condutores de diminuírem a velocidade dos veículos para transpor os buracos. Recentemente, um morador de um dos condomínios que tem os fundos para a rua foi morto após tentar fugir de um assalto. Era de manhã e ele estava em uma moto.

 Espaço degradado

Segundo o professor universitário Dilson Alexandre, a iniciativa dos moradores dos condomínios começou após esse crime. Ele, que mora há dois anos no local, lembra que havia pavimentação, mas o tempo, o descuido e os terrenos sem muros que recebem lixo e entulho foram degradando o espaço.

“Como está muito degradado, o carro tem que passar lentamente e isso privilegia o ladrão”, aponta. Dilson também relata que os síndicos já realizaram pedidos de urbanização e um deles, inclusive, encaminhou um projeto, pois é engenheiro. Mas a Secretaria Regional (SER) VI não deu nenhuma resposta.

Fábio Batista de Oliveira é funcionário de outro condomínio e reitera que o local tem assaltos recorrentes. Ele, que sempre ia para o trabalho de bicicleta e levava 15 minutos, resolveu mudar a rotina e andar de ônibus por medo do percurso.

As construções da área são recentes e, segundo Dilson, os casos de violência passaram a ser sentidos do ano passado para este. Para ele, a melhoria da urbanização poderia amenizar as possibilidades de abordagem. Outro ponto é o fato de muitos carros optarem pela rua Crisanto Moreira da Rocha para fugir do engarrafamento da avenida Washington Soares. Um motivo a mais para a recuperação da pavimentação do local.

A Secretaria Regional VI e a Polícia Militar foram procuradas pelo O POVO, mas as ligações não foram atendidas até o fechamento desta matéria. (Samaisa dos Anjos)

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