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Vídeo em que rebelde sírio arranca coração de soldado provoca indignação

Vídeo em que rebelde sírio arranca coração de soldado provoca indignação

DA REDAÇÃO

14 de Maio de 2013 às 10:50

Vídeo em que rebelde sírio arranca coração de soldado provoca indignação

FOTO: (Divulgação)

Um vídeo que aparentemente mostra um rebelde sírio arrancando e mordendo o coração de um soldado morto provocou forte condenação de grupos de direitos humanos e da própria oposição que luta para derrubar o governo de Bashar al-Assad. A Human Rights Watch (HRW) identificou o rebelde responsável pela mutilação como Abu Sakkar, um conhecido insurgente da cidade de Homs.

Segundo a organização com base nos EUA, as ações do rebelde configuram crime de guerra. A principal coalizão de oposição na Síria afirmou que ele seria levado a julgamento. O vídeo, que não pôde ser autenticado idependentemente, aparentemente mostra o rebelde cortando um coração de um soldado morto. "Juro por Deus, vamos comer seus corações e seus fígados, seus soldados de Bashar, o cão", diz o homem para companheiros fora de quadro no vídeo que aplaudem e gritam "Allahu akbar" (Deus é grande).

Confira o vídeo abaixo. ALERTA: as imagens supostamente mostram Abu Sakkar tirando o coração de um soldado e depois o mordendo. Assista por conta e risco.

 

A Human Rights Watch disse que Abu Sakkar é líder de um grupo chamado Brigada Independente Omar al-Farouq. "A mutilação dos corpos dos inimigos é um crime de guerra. Mas a questão ainda mais grave é a escalonada muito rápida a uma retórica sectária e à violência", disse Peter Bouckaert, da Human Rights Watch. Ele disse que, na versão não editada do filme, Abu Sakkar instrui seus homens a "abater os alauítas e levar seus corações para comê-los", antes de ele próprio morder o coração.

A ONU estima que 70 mil foram mortos desde o início da revolta contra Bashar al-Assad em março de 2011. Muitos sírios deixaram o país para escapar da guerra e mais de um milhão estão registrados como refugiados segundo a ONU. Ao menos 300 mil estariam vivendo na Turquia. O conflito sírio estará no centro dos debates entre o presidente russo, Vladimir Putin, e o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, hoje, em um resort no mar Negro.

A Rússia se preocupa com a série de ataques israelenses contra alvos dentro do território da Síria, enquanto Israel, com os carregamentos de armas russas que chegam a Damasco. No início do mês, o governo da Síria acusou Israel de bombardear instalações militares próximas a Damasco. Israel negou tecer quaisquer comentários, mas fontes ligados à segurança do país afirmaram que os ataques aéreos tinham como alvo um carregamento de mísseis iranianos que tinham como destino final o Hezbollah, grupo militante libanês. Conferência de paz A Síria afirmou nesta terça-feira que quer detalhes sobre a conferência de paz , promovida pelos EUA e pela Rússia, antes de decidir se participará.

O ministro da Informação sírio, Omran Zoabi, disse que a Síria saudou a proposta, mas disse que "não será de forma alguma uma festa...uma reunião que prejudique, direta ou indiretamente, a soberania nacional".

A saída de Assad é uma demanda da oposição desde que a revolta começou e os esforços de paz anteriores chegaram a um impasse também pela falta de definição sobre o futuro papel de Assad. As declarações de Zoabi, que estão em linha com a política de longa data da Síria, reduziram as expectativas com relação à proposta da conferência que ainda deve ser acordada por ambos os lados envolvidos na guerra. O ministro disse que a Síria quer uma solução política, mas que os esforços internacionais também devem tratar dos "terroristas", um termo que o governo sírio usa para se referir aos combatentes rebeldes.

 

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