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ANP confirma aumento de etanol na gasolina de 20% para 25%

ANP confirma aumento de etanol na gasolina de 20% para 25%

DA REDAÇÃO

17 de Janeiro de 2013 às 14:47

ANP confirma aumento de etanol na gasolina de 20% para 25%

FOTO: (Divulgação)

A diretora geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Magda Chambriard, disse nesta quinta-feira (17) que o percentual de etanol misturado na gasolina passará de 20% para 25% no final da safra de cana de açúcar, possivelmente em abril deste ano.
"A gente tem que confirmar a safra, mas estamos achando que sim", disse, durante evento no Rio. A informação foi divulgada pela Agência Brasil, que é pública.
A medida deve dar impulso ao mercado de etanol, e ainda melhorar a situação financeira da Petrobras, sem a necessidade de subir tanto o preço da gasolina.
Atualmente, a estatal vem amargando prejuízos na área de abastecimento, porque importa gasolina para revendê-la, a preços mais baixos, no mercado brasileiro --o governo, controlador da Petrobras, não permite o repasse da instabilidade dos preços do petróleo para os combustíveis.
A estatal tem importado volumes crescentes de combustíveis para atender ao mercado interno. Com o aumento da mistura do etanol, passaria a importar menos gasolina.
O Brasil reduziu a quantia de etanol na gasolina de 25% para 20% em outubro de 2011, devido a uma escassez do biocombustível e a um aumento no preço. Para este ano, no entanto, a indústria de cana afirma ser capaz de atender a uma demanda maior.
Durante a semana, circularam rumores de que a gasolina deve sofrer aumento de 7% ainda em janeiro. O preço do óleo diesel também pode subir entre 4% e 5%, o que seria o primeiro aumento nos postos em quase dez anos.
Petrobras espera por reajuste
Com uma grande carga de investimentos condicionada ao reajuste, o aumento nos preços da gasolina é desejável para a Petrobras (PETR3; PETR4), que planeja investir entre R$ 85 bilhões e R$ 90 bilhões em 2013.
Em 2012, ainda antes do reajuste de 7,8% nas refinarias, a presidente da Petrobras, Graça Foster, havia afirmado que o preço do combustível estava defasado em 15%. Esse aumento não chegou ao consumidor, uma vez que o governo zerou o Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), principal tributo cobrado do setor.
Desta vez, os postos verão o aumento, que deve ser aliviado com a redução de outros tributos, como PIS/Cofins.

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