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Presidente do Incra pede vistoria ambiental nos assentamentos

Ibama flagrou madeireiras e fornos de carvão nesses locais. Nota divulgada pelo instituto critica lista de desmatadores

DA REDAÇÃO

17 de Outubro de 2008 às 16:44

Presidente do Incra pede vistoria ambiental nos assentamentos

FOTO: (Divulgação)

Em nota divulgada nesta quinta-feira (17), a assessoria de comunicação do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) afirma que o presidente do órgão, Rolf Hackbart, determinou que as superintendências regionais façam vistorias em todos os assentamentos para apurar crimes ambientais. A divulgação do comunicado ocorreu após o Ibama interditar madeireiras em um assentamento no Mato Grosso e encontrar três serrarias e 19 fornos de carvão em uma área de reforma agrária no Pará.

O Incra também informa que não compactua com as ilegalidades ambientais flagradas pelo Ibama. “O Incra já combate casos de desmatamento em assentamentos. Temos dezenas de registros em que foi o próprio Incra quem comunicou o crime ambiental aos órgãos de fiscalização e repressão, incluindo o Ministério Público Federal e a Polícia Federal”, diz trecho da nota.

A forma como foi organizada a lista dos maiores desmatadores da Amazônia, divulgada no final de setembro pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, é criticada no comunicado: “O que o Incra não concorda é que os assentamentos sejam apontados como os maiores desmatadores da Amazônia, quando as próprias fotos de satélite identificam grandes grileiros e grandes projetos econômicos como os autores do corte raso da vegetação. Sabe-se lá a que interesses servem informações propositadamente equivocadas”.

A assessoria de comunicação do instituto também informa que é necessário recuperar as áreas degradadas, e que assentamentos ambientalmente sustentáveis já estão sendo criados. “Desde 2003, o Incra já instalou 314 assentamentos em 36 milhões de hectares da Amazônia, onde os assentados trabalham com a floresta em pé, sem corte da vegetação, com vocação econômica principal no extrativismo, ou com planos de manejo totalmente controlados”, informa a nota.

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