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Depois do conflito e duas mortes sem-teto voltam a terreno em Goiânia para recuperar objetos - Com foto

Depois do conflito e duas mortes sem-teto voltam a terreno em Goiânia para recuperar objetos - Com foto

DA REDAÇÃO

17 de Fevereiro de 2007 às 09:18

Depois do conflito e duas mortes sem-teto voltam a terreno em Goiânia para recuperar objetos  - Com foto

FOTO: (Divulgação)

*Foto/legenda:

*No IML de Goiânia, o corpo de Wagner da Silva Moreira, morto no conflito com a policia durante a desocupação Parque Oeste Industrial.

*As famílias que foram retiradas quarta-feira de um terreno no Parque Oeste Industrial, em Goiânia (GO), voltaram ao local para recuperar seus objetos. A reintegração de posse deixou duas pessoas mortas e 31 feridas.

*Segundo o tenente-coronel Carlos Antonio Elias, assessor de imprensa da Polícia Militar, a situação está tranqüila nesta quinta. Ele diz que os sem-teto seguiram para abrigos, para casas de parentes ou para os locais onde moravam antes da invasão, ocorrida no ano passado.

*Os sem-teto acusaram a PM de agir com violência durante os trabalhos. Elias negou as acusações e afirmou que houve uma "resistência inicial" por parte dos sem-teto. De acordo com o tenente-coronel, 11 dos 31 feridos são policiais militares.

*"É uma situação muito séria. Houve mortes e muitos ficaram feridos. A nós cabe apurar as responsabilidades", disse o secretário nacional dos Direitos Humanos, Nilmário Miranda.

CONFRONTO

*Muitos dos sem-teto foram detidos durante a operação de reintegração de posse. Segundo a Polícia Militar, 140 pessoas foram autuadas e 44 assinaram termos circunstanciados --que garantem a presença dos réus em audiências sobre certa acusação-- devido ao confronto ocorrido na manhã de quarta-feira.

*Os casos foram registrados como resistência à prisão e desobediência, entre outros delitos, segundo o tenente-coronel.

*Foram recolhidas, ainda segundo Elias, 19 armas e munição de diversos calibre, além de coquetéis molotov e bombas de fabricação caseira.

MORTES

*A Polícia Militar afirma que as duas pessoas mortas não foram baleadas pela corporação. Teriam sido atingidas pelos próprios sem-teto, que negam o fato.

*O secretário da Segurança Pública e Justiça de Goiás, Jônathas Silva, disse que a Polícia Militar não efetuou disparos durante a ação. Apenas 20 comandantes estariam portando armas de fogo, e os soldados usavam munição não-letal --como balas de borracha e bombas de efeito moral.

REINTEGRAÇÃO

*Na manhã de quarta, os moradores da área queimaram pneus e montaram barricadas para dificultar a operação de reintegração. A área foi isolada, e comerciantes foram orientados a fechar as portas por medida de segurança.

*Na madrugada de terça, um conflito entre policiais militares e sem-teto havia deixado um tenente baleado. Segundo lideranças dos sem-teto, dois invasores também foram atingidos.

TERRENO

*A área foi ocupada em maio de 2004 e batizada pelos invasores de Condomínio Sonho Real. Entre 3.000 e 4.000 famílias --cerca de 12 mil pessoas-- construíram suas casas no local.

*A reintegração de posse foi dada pela 10ª Vara Cível de Goiânia em setembro de 2004. O governo estadual tentou negociar com os sem-teto para que a desocupação fosse feita de forma pacífica.

*Segundo o advogado Miguel Ângelo Cançado, que representa os proprietários do terreno, o valor da área --localizada em uma região próxima a condomínios de luxo-- é de R$ 38 milhões.

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