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IMPORTAÇÃO: China deve reduzir compras de soja, mas sem afetar vendas do Brasil

A China irá importar menos soja no ano que vem

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16 de Novembro de 2018 às 15:21

IMPORTAÇÃO: China deve reduzir compras de soja, mas sem afetar vendas do Brasil

FOTO: (Divulgação)

Os próximos passos do mercado da soja deverão começar a ser definidos a partir do final deste mês e início de dezembro quando os presidente da China e dos Estados Unidos voltam a se encontrar na próxima reunião do G20. É verdade. No entanto, para o produtor brasileiro as expectativas são favoráveis. 

 

Em meio a projeções de que a China irá importar menos soja no ano que vem - estimativas que começaram a aparecer desde o início da guerra comercial - e da possibilidade - ou não - de um acordo entre chineses e americanos, o Brasil deverá continuar ocupando a liderança das exportações da oleaginosa e contará, ao menos, com preços equilibrados. 

 

Como explica o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, com um consenso sendo definido pelos dois países, os prêmios pagos pela soja brasileira cederiam, mas Chicago volta a subir e deve passar dos US$ 10,00 por bushel. Na falta de um entendimento, os prêmios voltam a subir e se equilibram à soja americana taxada, como aconteceu neste ano. 

 

 

Na China

 

Nesta quarta-feira, a consultoria internacional Informa Economics estimou uma redução nas importações de soja da China para 91 milhões de toneladas, contra 94 milhões do ano comercial. O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reduziu sua projeção das compras chinesas para 90 milhões de toneladas em seu último reporte mensal de oferta e demanda. 

 

Para Brandalizze, de fato a China poderá importar menos soja, mas reafirma: "a demanda não está diminuindo na China. Eles vão trabalhar com estoques menores - que também é de interesse deles - e voltarão a comprar mais intensamente quando se definir se haverá ou não um acordo com os EUA. A demanda chinesa está muito forte internamente". 

 

Além disso, explica que se eles continuassem forçando movimentos mais intensos de compra aqui no Brasil neste momento os prêmios poderiam passar dos 300 pontos - ou US$ 3,00 por bushel sobre Chicago - e agredir os negócios no país asiático, além de superar o valor do produto norte-americano que hoje está taxado em 25%. 

 

Neste momento, afinal, as margens de esmagamento seguem positivas na China, com boa lucratividade sendo garantida pelas indústrias esmagadoras, o que ajuda a manter a demanda. E esse ambiente se mantém com os preços da soja do Brasil - contabilizando Chicago e prêmio - ainda variando de US$ 11,00 a US$ 12,00 por bushel. 

 

"Acima disso, o cenário já começa a ficar negativo para os chineses", explica Brandalizze.

 

Desde o início da guerra comercial com os EUA, o governo chinês vem anunciando uma série de medidas que permitam que o país se torne cada vez menos dependente da soja norte-americana, incluindo a utilização de oleaginosas alternativas, o aumento da área destinada à commodity e a redução da utilização de farelo de soja na alimentação animal, entre outras ações. 

 

E neste ambiente, o USDA vem fazendo seguidas revisões nos números das importações chinesas de soja e, em seu relatório deste mês com a baixa de 4 milhões de toneladas, combinando as safras 2017/18 e 2018/19, a projeção é de que as compras caiam 16 milhões de toneladas. O período de comparação é de junho a novembro. 

 

"Isso inclui 3 milões de toneladas da temporada 2017/18 e 13 milhões da 2018/19", diz o departamento americano, como está ilustrado no gráfico abaixo. 

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